
Por: Flávia Louredo
Medeia foi encenada pela primeira vez em 431 a.C, obtendo naquela ocasião o terceiro lugar no famoso concurso teatral das Grandes Dionísias, em Atenas. Numa época em que o Teatro era um dos principais responsáveis pela formação moral, ética e intelectual do homem grego. Os textos teatrais baseavam-se nos mitos daquele tempo para apontar problemas socioeconômicos, culturais e políticos, em particular do cotidiano do povo ateniense, “centro do mundo, até então”, na intenção de levantar discussões favoráveis ao desenvolvimento cívico, religioso, humano etc. de seus patriotas-espectadores.
Tendo por base o mito grego, A saga de Medeia narra a vingança da destemida Medeia
contra o esposo, Jasão, depois que ele a rejeita para se casar com a filha (princesa
Glauce) do rei de Corinto, Creonte. Movida por emoção, paixão e orgulho ferido,
Medeia decide fazer “justiça” com as próprias mãos para fazer Jasão sofrer tanto
quanto ela está sofrendo; para isso, mata os próprios filhos e foge para Atenas,
onde o Rei Egeu lhe ofereceu abrigo e proteção.
A Montagem e Concepção:
A peça, que tem duração de 50 minutos, se passa na entrada da casa de Medeia, o que fez com que a direção optasse por não usar cenário, deixando tudo para o imaginário do espectador, de modo a fazer que a plateia não desprenda a atenção da interpretação dos dez atores que representam os personagens da estória: quatro no Coro, uma Corifeia, Medeia, Jasão, Creonte, Ama e Tutor.
No atual cenário contemporâneo, trazer para o palco uma releitura dessa estupenda obra teatral é, sem sombra de dúvidas, um grande desafio. A escolha por essa tragédia grega, em particular, não aconteceu ao acaso. O enredo do mito nunca perdeu seu curso na história da humanidade e jamais deixará de ser atual, como se vê, por exemplo, em tantos noticiários de mães, amantes ou pais que matam os próprios filhos ou os de terceiros para atingir a moral e os sentimentos de seus pares. Daí, ainda hoje, como toda grande metáfora, infinitas interpretações e analogias podem ser feitas, partindo do princípio de pôr em pauta a questão levantada por Eurípides: “Quem começou essa espiral de horrores, Medeia ou Jasão? Só os deuses sabem.” O mote que permeia toda a montagem feita por “Os Paquidermes Cia. de Teatro” é a ideia de levantar para plateia a mesma questão do autor, só que por outro ângulo: Medeia é vítima ou culpada? Medeia ama ou odeia? Etc. Já que para Jasão, todo o seu “feito” foi para aproveitar "uma oportunidade única" (de cunho político) que se lhe apresentava na vida naquele momento.
Teatro Mosaico - SCRN 714/715, bl. D, lj 16, Asa Norte, Brasília - DF
10, 11, 12, 17, 18 e 19 de junho e 1, 2 e 3 de julho de 2011
Horário: sextas e sábado, às 21h; domingo, às 20h.
Teatro Caleidoscópio - (CLSW 102
bl. C s/n lj 1, Sudoeste, Cruzeiro - DF).
24, 25 e 26 de Junho de 2011
Preço: Entrada Franca
Por Felipe Lima
Imagine chegar a um bar e, num cardápio de opções, escolher um tipo de cena que fica pronta na hora. Imaginou? É exatamente isso que você vai conferir no “Qual o seu Pedido?”
Idealizado pelo inglês Keith Johnstone na década de 60, o Theater Sport (Teatro Esporte) é a técnica utilizada pelos atores para a improvisação de todas as cenas que a platéia sugerir. Ou seja, é fundamental a participação do público: pediu, saiu! Só não vale pedir para viagem.
A Cia de Comédia Setebelos existe desde 2005 e até hoje é o único grupo de Brasília a trabalhar com a técnica de Teatro-Esporte. O projeto ganhou notoriedade com Edson Duavy e Fernando Booyou praticando a técnica em apresentações no Melting Lounge. Em seguida, o elenco aumentou e atualmente são 6 pessoas no formato de competição entre dois times, em que o público decide quem é o melhor na improvisação.
Esse tipo de apresentação, que até então inovador na visão do público, rendeu o prêmio de Destaque do Ano em Teatro no Jogo de Cena por dois anos consecutivos, sem mencionar dezenas de apresentações em diversas capitais do país com o patrocínio de empresas como Brasil Telecom, CAIXA, Claro, entre outras. Por ser um espetáculo de improvisação, a direção do espetáculo fica a cargo do Mestre de Cerimônia que faz a ponte dos atores com o público.
Comédia de Improviso. Classificação: 12 anos
Teatro dos Bancários 314/315 Sul. Tel. 3262 9090 - 3039 5770.
Dias 11, 12, 18 e 19 de Junho de 2011 – Sábado, às 21h; domingo, às 20h
R$50,00 (inteira) R$25,00 (meia)
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