
Por Mônica Riani
Enquanto o público aguarda o início do musical "Meu Caro Amigo" é o próprio Chico Buarque quem "faz as honras da casa" através das caixas de som. Ecoa pela plateia “Acenda o refletor/apure o tamborim/aqui é o meu lugar/Eu vim”, verso de “De volta ao samba” (1993), na voz marcante do consagrado artista carioca. Este é só um aperitivo do que vem noite adentro. É memória que não acaba mais quando os refletores iluminam Norma, 52 anos, professora de História do Colégio Pedro II, que logo pede a palavra. Desde os 10 anos sua vida co-existe com fatos, fotos e discos do astro brasileiro. Ela conta tim tim por tim tim como tudo isso começou, e canta também, muito, nos 75 minutos de "Meu Caro Amigo", espetáculo escrito por Felipe Barenco, interpretado pela premiada Kelzy Ecard e dirigido por Joana Lebreiro (diretora dos bem-sucedidos musicais sobre Antonio Maria, Mario Lago e Ary Barroso), sob a direção musical de Marcelo Alonso Neves (do espetáculo sobre Renato Russo).
Das 21 canções, Kelzy Ecard entoa dez ao vivo, acompanhada ao piano por João Bittencourt. As outras 11 surgem em gravações do próprio Chico, ao longo do espetáculo. Fazem parte do repertório jóias buarquianas, tais como "Valsa brasileira", "Quem te viu, quem te vê", "Roda Viva" e "Todo sentimento".
No diálogo que estabelece com a plateia, além de soltar a voz, Norma também traz à tona o Brasil de 1964 a 1998. "Meu Caro Amigo" focaliza a intensa relação no imaginário que a fã estabelece em torno de seu ídolo. O texto inclui fatos reais para atravessar os anos da história fictícia de Norma. Estão ali, por exemplo, os festivais da canção – aliás foi assistindo na TV ao de 1966 que a personagem iniciou sua quase devoção, quando “A Banda” levou o primeiro lugar –, a histórica montagem da peça “Roda Viva”, a Passeata dos Cem Mil. Até o livro “1968”, de Zuenir Ventura, entra como elemento de uma aula da professora.
A temporada de "Meu Caro Amigo" vai até 5 de setembro, de quinta a domingo, às
19h30, com ingressos a
R$ 30,00. O Teatro SESI. Av. Graça Aranha, nº 01, Centro
- RJ. Tel. 21 2563-4163.
Por Ivone Kassu / Leandro Gomes
USUFRUTO, de Lúcia Veríssimo, com direção de José Possi Neto, nos remete a intimidade de um encontro inesperado entre um homem e uma mulher desconhecidos num apartamento vazio. A peça, numa empreitada inovadora, fez uma temporada de cinco meses no Teatro FAAP em São Paulo e ao mesmo tempo numa turnê por várias cidades do Brasil. Mantendo, durante esse período, dois cenários e duas equipes.
O texto de Lúcia Veríssimo é um tributo a Roland Barthes, um dos mais importantes filósofos do nosso tempo, que definia seu próprio trabalho como o "saber com sabor". E é desta forma que é conduzido USUFRUTO. "Uma bela apresentação de ideias nas quais conceitos antigos são demolidos, novas propostas são lançadas, a vida e o amor são questionados, mas tudo é dito com sabor, com humor, com malícia e com sutileza". afirma Lúcia.
Os diálogos são ágeis e sarcásticos, recheados de humor e malícia, onde são discutidas questões eternas sob uma ótica contemporânea: amor, casamento, paixão e ética.
Com formação jornalística, Lúcia Veríssimo sempre escreveu, mas não pensava em dramaturgia até 2005 quando, durante as gravações de América, surge USUFRUTO: "Criei a peça nos intervalos das gravações da novela, incentivada por colegas, como Gabriela Duarte. USUFRUTO nasceu envolto na poeira das madrugadas, no caminhão das externas" conta Lúcia.
A história se passa num apartamento à venda. Nele se encontram uma mulher de cinqüenta anos: bela, sedutora, atraente, debochada, sem limites e um jovem e promissor arquiteto de uns trinta anos: entusiasta, sonhador, apaixonado e muito conservador. Eles disputam a compra do imóvel, e ela propõe um jogo, um jogo da verdade, no qual o perdedor desiste. Essa relação reúne a universalidade à particularidade, especialmente à particularidade brasileira, onde essas duas pessoas, uma mulher misteriosa e decidida a conseguir o que quer e um jovem homem que tenta realizar um sonho jogando sinceramente.
Texto: Lúcia Veríssimo | Elenco: Lúcia Veríssimo e André Fusko | Direção: José Possi Neto
Loca: Teatro FASHION MALL (300 lugares)
Endereço: Estrada da Gávea, 899, sala 213 - São Conrado Shopping Fashion Mall
Informações e Vendas: 21-3322.2495 e 2422.9800
Ingresso: Quintas as 21:30, R$ 30,00, sextas as 21:30 R$ 40,00
Horários: Sábados as 21:30, R$ 50,00 e domingos as 20:00, 40,00
Duração: 70 minutos | Recomendação: 16 anos
Aceita cartão de débito e crédito: Visa, Máster ou Dinners. Não aceita cheque.
Estacionamento do Shopping | Acesso e espaço para cadeirantes. Ar-condicionado.
A partir do dia 15 de Julho de 2010
Por Sabrina Schemberg
Criado a partir de uma imersão na cultura popular do Norte de Minas, o espetáculo inspirou-se na experiência com artesãos e contadores de histórias e na obra de Guimarães Rosas
O espetáculo A Casa de Lá conta a estória de um casal desde a infância até a velhice. Um casal como qualquer outro – com suas tristezas e alegrias, suas partidas e chegadas. Inspirado na obra de Guimarães Rosa e fruto de um trabalho de pesquisa desenvolvido no Vale do Jequitinhonha (MG), o espetáculo – que reúne o Teatro Diadokai, o grupo Girau e o ator Cristiano Peixoto e já foi apresentado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo – está de volta à cena carioca para uma temporada no Teatro Maria Clara Machado, a partir do dia 6 de agosto. A temporada será sextas, sábados e domingos, até o dia 29 de agosto de 2010. Mais + A Casa de Lá
Por Ivone Kassu / Vinícius Badenes
O SESC Rio Casa da Gávea recebe a partir do dia 07 de agosto um espetáculo de música e poesia, onde a alma feminina se desnuda em todas as suas delicadezas, resultando numa celebração da feminilidade em toda a sua plenitude. Interpretado por Eduarda Fadini, o espetáculo conta com poesias da própria Eduarda, com poesias de grandes autoras, como por exemplo Clarice Lispector, Olga Savary, Cora Coralina, Adélia Prado, Marina Colasanti, Lya Luft e Tânia Horta, além de músicas de Chico Buarque, Ary Barroso, Vinícius de Moraes e Antonio Carlos Jobim, entre outros grandes nomes da música brasileira. Mais + Palavra de Mulher
Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A partir do recorte da vida de um casal em um pequeno quarto, sonho e realidade pontuam falas, silêncios e desejos. Do lado de fora, há o céu cinzento carregado de chuva que ainda não começou a cair. Entre eles, a situação-limite de uma relação, condição de incomunicabilidade que parece inalterável. Até que a chuva cai e os universos pessoais de cada um começam a ser revelados. Essa é a trama do espetáculo “Fala Comigo como a Chuva”, que a Companhia Teatro Adulto apresentará em curta temporada, de 28 de julho a 01 de agosto de 2010, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro.
A peça mostra um homem e uma mulher que, apesar de jovens, falam com desilusão de sua existência, da solidão em que estão mergulhados e da incapacidade de mudar suas vidas. A montagem coloca o público bem próximo aos atores para acompanhar de perto um dia na vida desse casal. Em cena, Luiz Arthur (de “Noites Brancas”) e Samira Ávila (de “Por Elise”) sob a direção da atriz Cynthia Paulino (de “Amor e Restos Humanos”).
“Fala comigo como a chuva” estreou em maio de 2008, em Belo Horizonte (MG), onde cumpriu três temporadas de sucesso. Realizou ainda uma turnê bem sucedida pelo interior de Minas Gerais e lotou todas as sessões da temporada realizada na CAIXA Cultural Curitiba. Dentre mais de trezentos espetáculos na programação do Festival de Curitiba 2009, “Fala Comigo como a Chuva” foi eleito pela imprensa nacional especializada o melhor espetáculo do Fringe. A montagem recebeu, também em 2009, os Prêmios SESC/SATED-MG e USIMINAS-SINPARC de Melhor Atriz para Samira Ávila.
CAIXA Cultural RJ – Teatro Nelson Rodrigues (388 lugares) (sendo 02 para cadeirantes) Av. República do Chile, 230, Centro (Próximo ao Metrô: Estação Carioca) Telefone: (21) 2262-8152 Curta temporada: De 28 de julho a 01 de agosto de 2010. De quarta a domingo, às 19h30 Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia) Horário da bilheteria: 15h às 20h Classificação: 12 anos Acesso para pessoas com deficiência
Por Fabrisio Coelho
Após temporada de sucesso em Copacabana, e no Leblon, diversos teatro pelo grande rio a peça já foi assistida por mais de 15 mil pessoas, a comédia 3 Mulheres 1 Destino retorna em curtíssima temporada. Amigas que viveram toda transformação política e social dos anos 80, se reencontram após 18 anos e revivem um passado, quebrando tabus que o destino fez com a vida de cada uma delas, revelando historias do passado, todas as descobertas, e compondo um novo presente, numa comédia que navega por questões políticas e históricas do nosso pais. Além de navegar com toda liberdade pelo universo feminino e todas as suas conquistas nestas ultimas décadas. O espetáculo também comemora os 50 anos de carreira da Atriz Lady Francisco. Com Lady Francisco, Claudia Cabral e Rita Luz | Texto e direção: Fabrisio Coelho. Únicas Apresentações dias 31 de julho e 01 de agosto. 3 Mulheres e 1 Destino. Teatro Armando Gonzaga (300 lugares). Av. Gal. Oswaldo Cordeiro 511, Marechal Hermes, Tel: 2332-1040. Sábado ás 20h e Domingo ás 19h. Ingressos: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia estudantes, sócios, maior de 65 ). Promocional com Filipeta R$ 10,00. Classificação: 14 anos.
Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A partir do recorte da vida de um casal em um pequeno quarto, sonho e realidade pontuam falas, silêncios e desejos. Do lado de fora, há o céu cinzento carregado de chuva que ainda não começou a cair. Entre eles, a situação-limite de uma relação, condição de incomunicabilidade que parece inalterável. Até que a chuva cai e os universos pessoais de cada um começam a ser revelados. Essa é a trama do espetáculo “Fala Comigo como a Chuva”, que a Companhia Teatro Adulto apresentará em curta temporada, de 28 de julho a 01 de agosto de 2010, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro.
A peça mostra um homem e uma mulher que, apesar de jovens, falam com desilusão de sua existência, da solidão em que estão mergulhados e da incapacidade de mudar suas vidas. A montagem coloca o público bem próximo aos atores para acompanhar de perto um dia na vida desse casal. Em cena, Luiz Arthur (de “Noites Brancas”) e Samira Ávila (de “Por Elise”) sob a direção da atriz Cynthia Paulino (de “Amor e Restos Humanos”).
“Fala comigo como a chuva” estreou em maio de 2008, em Belo Horizonte (MG), onde cumpriu três temporadas de sucesso. Realizou ainda uma turnê bem sucedida pelo interior de Minas Gerais e lotou todas as sessões da temporada realizada na CAIXA Cultural Curitiba. Dentre mais de trezentos espetáculos na programação do Festival de Curitiba 2009, “Fala Comigo como a Chuva” foi eleito pela imprensa nacional especializada o melhor espetáculo do Fringe. A montagem recebeu, também em 2009, os Prêmios SESC/SATED-MG e USIMINAS-SINPARC de Melhor Atriz para Samira Ávila.
CAIXA Cultural RJ – Teatro Nelson Rodrigues (388 lugares) (sendo 02 para cadeirantes) Av. República do Chile, 230, Centro (Próximo ao Metrô: Estação Carioca) Telefone: (21) 2262-8152 Curta temporada: De 28 de julho a 01 de agosto de 2010. De quarta a domingo, às 19h30 Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia) Horário da bilheteria: 15h às 20h Classificação: 12 anos Acesso para pessoas com deficiência
Por Bruna Amorim
Assim começa o musical “Eu Te Amo Mesmo Assim”, que, após grande sucesso em sua primeira temporada, reestreia no dia 6 de julho, no Teatro das Artes. Com supervisão geral de João Falcão, direção cênica de João Sanches e adaptação de Jô Abdu, o espetáculo, inspirado na música sentimental brasileira e no livro “A Arte de Amar”, de Ovídio, é um manual prático do amor, com músicas de Cartola, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, João Falcão, Roberto Carlos, Vinicius de Moraes e outros mestres da MPB.
No palco, os atores Laila Garin e Osvaldo Mil, acompanhados por uma banda com quatro músicos, dão todas as dicas pra quem quer conquistar ou esquecer um grande amor.
“A Arte de Amar” foi escrito a mais de dois mil anos, mas surpreende por sua atualidade. A adaptação aproveitou os melhores conselhos de Ovídio para reensinar o novo homem como conquistar a nova mulher com ensinamentos simples e sutis que fazem a plateia se identificar imediatamente. O espetáculo é dividido em três momentos: primeiro canta e conta como conquistar o coração do objeto amado; segundo, como manter uma relação e, terceiro e último, se o fim for necessário, como esquecer um grande amor.
Com a supervisão geral de João Falcão, Jô Abdu fez a adaptação do texto e juntos escolheram 21 músicas entre uma lista de mais de 100 pré-selecionadas. De “Acontece”, de Cartola, a “Evidências”, de José Augusto e Paulo Sérgio Valle, o espetáculo conta com os arranjos inéditos do diretor musical Alexandre Elias, que trabalhou numa linguagem que mistura rock, pop e disco, criando uma dinâmica eletrizante.
A direção cênica fica a cargo de João Sanches que chegou da Bahia há cerca de dois anos e foi assistente de direção de João Falcão na peça “Clandestinos”. A direção de movimento é feita por Duda Maia.
O elenco é uma reunião de dois talentosos baianos
Osvaldo já está radicado no Rio há tempos e atuou em espetáculos como “Os Cafajestes” de Fernando Guerreiro, e “Dhrama” de João Falcão. Já Laila é a mais nova “baiana do Rio”. Depois de fazer parte durante quatro anos da Casa Laboratório para as Artes do Teatro, companhia dirigida por Cacá Carvalho e a Fondazione Pontedera de Teatro da Itália em São Paulo. Na Bahia, iniciou sua carreia ao lado dos atores e amigos Wagner Moura e Vladimir Brichta, num espetáculo dirigido por José Possi Neto.
Local: TEATRO DAS ARTES (457 lugares) - Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52/ 2º piso) Tel.: 2540-6004
Horário: Terça e Quarta às 21h e Quinta às 17h (dia 22/7 não terá espetáculo)
Preço:- R$ 50,00 | Classificação etária: 14 anos
Duração: 60 minutos | Temporada: de 06 de julho a 19 de agosto
Daniella Cavalcanti Assessoria de Imprensa
Por Bruna Amorim
Após grande sucesso de público, o espetáculo “Céu e Branca” estreia nova montagem, no dia 02 de julho, no Teatro dos Quatro, com novo elenco e a participação da banda jovem WWW. Com texto de Moisés Bittencourt e direção de Fernando Gomes, a peça retrata a adolescência apresentando as questões sobre a transição, aventuras de cada descoberta, o desabrochar da sensualidade, as mudanças corporais, tudo com muita música e humor. No elenco, Jéssika Alves, Pedro Nercessian, Andrea Claudia, Luiz Machado e a participação ao vivo da banda WWW, grande destaque no programa ‘Geral.com’, da TV Globo.
Durante o último ensaio de uma banda, uma nova música nasce e, assim, começa a história de ‘Céu e Branca’. O espetáculo conta a história de dois jovens que estudam no mesmo colégio, na mesma sala e, mesmo assim, nunca haviam se visto. Até que um dia os dois se esbarram num dos corredores do colégio e descobrem: "Cara, eu sou igualzinho a você!". Eles conversam, acabam se conhecendo e percebem que têm muita coisa em comum. Surge uma intensa e inevitável paixão e, com isso, chegamos aos problemas... Branca ama Céu, mas tenta fugir do rapaz com medo que ele lhe faça sofrer. Céu insiste, mas, ainda assim, precisa enfrentar, além de seus próprios problemas, outros obstáculos que vão desde os pais da jovem, extremamente conservadores, até uma complicada relação que tem com sua mãe, que se parece mais com uma adolescente do que ele mesmo. Os personagens vão saindo da imaginação do vocalista e tomando vida no palco.
O adolescente é um bicho ético, que detesta hipocrisia: está procurando em cada experiência nova, um fundamento da arte de viver. Para isso a verdade é essencial. Cada experiência é decisiva porque ele sabe que em cada uma está se construindo como pessoa, afinal a vida é uma festa, mas uma festa cheia de mistérios. Céu e Branca são personagens desta festa. Com suas experiências nos fazem rever nossos próprios conceitos e avaliar nosso comportamento frente a essa fase delicada da vida, dando uma vontade danada de voltar no tempo.
Texto: Moisés Bittencourt |
Direção: Fernando Gomes
Elenco: Jéssika Alves; Pedro Nercessian; Andrea Claudia; Luiz Machado e Banda WWW
Teatro dos Quatro (402 lugares) Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52 – 2º. Piso). Informações: 2239-1095 e 2274-9895
Horário: Sextas e Sábado às 19h | Ingressos: R$30,00 (inteira) / R$15,00 (meia)
Bilheteria: terça a domingo, das 14h às 21h30 não aceitam cartões
Duração: 80 minutos | Classificação indicativa: 12 anos
Temporada: Curta Temporada – de 02 de julho a 14 de agosto
Vendas pela internet: www.ingresso.com | Estacionamento no próprio shopping
Daniella Cavalcanti Assessoria de Imprensa
Por Isabela Marinho
Teatro e literatura sempre andaram de mãos dadas. Muitos dramaturgos publicaram contos e romances, assim como muitos escritores se aventuraram em peças teatrais. Não raro vê-se a transposição de obras literárias para os palcos. Trata-se de um desafio para o ator dar vida às palavras do livro e resgatar a valorização do texto na representação. Este é o caso do espetáculo Guy de Maupassant. Nele, há utilização mínima de recursos cênicos para que nada distancie o espectador da escrita do autor. Em forma de monólogo, são narrados e encenados alguns dos melhores contos do escritor francês, em homenagem aos 160 anos de seu nascimento.
Guy de Maupassant publicou mais de trezentos contos em apenas dez anos, além de alguns romances, poesias e peças de teatro. Foi discípulo de Gustave Flaubert, de quem herdou o estilo elegante e simples. Trabalhou e viveu intensamente. Enfrentou a sífilis e a loucura dela decorrente. Tentou suicídio e morreu em um sanatório aos 42 anos. Mesmo com vida tão atribulada e curta, deixou verdadeiras jóias em forma de palavra. Foi ourives na arte de lapidar o caráter e os sentimentos dos personagens, ao descrever suas desilusões e limitações. A obra versátil de Guy de Maupassant transita do realismo ao fantástico com igual vigor e originalidade.
No espetáculo, a atriz Joana Ferry, sob a direção de Evandro Meirelles Santos, apresenta quatro contos do autor: No Campo, Senhorita Perle, A Morta e O Horla (primeira versão).
Local: Teatro Solar de Botafogo – Espaço II
Endereço: Rua General Polidoro, 180 – Botafogo - Informações: (21) 2543-5411 / 2542 9458
Temporada: de 11 de junho a 29 de agosto
Horário(s): sextas e sábados às 21h; domingo às 20h
Preço(s): R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). desconto de 30% para funcionários e assegurados de Furnas, OAB e
Cia de Seguros Porto Seguro
desconto de 50% para assinantes de O Globo
Ingressos: bilheteria do teatro e no www.ingresso.com
Classificação: 10 anos | Duração: 70 minutos
Estacionamento em frente
Por Ivone Kassu / Leandro Gomes
Como bem disse ironicamente Mario Quintana em seu Caderno H, "o pior dos nossos
problemas é que ninguém tem nada a ver com isso". Será? De fato, mais difícil que
administrar o mundo ao nosso redor, é administrarmo-nos no mundo. E que mundo! Cada
vez mais cheio, mais quente, com mais informações, mais expectativas, medos,
neuroses e paranóias também.
Só mesmo sendo muito calmo ou indiferente para ficar
tranquilo diante dele.
Não é o caso do ator e comediante Paulo Gustavo que, após o enorme sucesso de Minha mãe é uma peça, sobe novamente sozinho ao palco - dessa vez sem maquiagem nem personagem, mas munido de aguçada visão, humor peculiar, muito talento e alguns recursos especiais - para mostrar como fazer escolhas, expressar-se, administrar os medos todos (de avião, de ficar sozinho, de perder a saúde), a convivência com as pessoas, a irritação que ela pode provocar, as inevitáveis comparações, a vida afetiva na pós-modernidade com suas noitadas, buscas, caças, competições, erros, inseguranças... não é nada fácil. No entanto, pode ser bem engraçado quando visto de fora. Se é que alguém está de fora; pois se você está vivo nesse mesmo mundo, desconfie de que não. Quem sabe você também não é um Hiperativo?
Local: Teatro dos Grandes Atores - Barra Square
Endereço: Avenida das Américas 3555, Informações: (21) 3325-1645
Horários: sextas e sábados às 21h; domingos às 20h
Data(s): 04 de junho a 01 de agosto de 2010
Preço(s): sexta e domingo R$ 60,00 (inteiro), R$30,00 (meia) | sábado R$ 70,00 (inteiro), R$35,00 (meia)
Classificação: 12 anos | Duração: 55 Minutos | Estacionamento no Shopping
Por André Romano
“Ox Exculaxados” é um espetáculo de comédia que discute sobre o cotidiano brasileiro, e trazem divertidos personagens. Quatro atores dividem o palco e multiplicam a alegria: Beto Moreno, Rafael Guimalle, Maykon Robert e Wilson Ferreira. Com direção do maior comediante do século: Chico Anysio, essa união, resultou em um espetáculo que tem como principal mote, a diversão de quem está na platéia.
Formado por divertidos esquetes, “Ox Exculaxados” traz tipos bem cariocas e esteriotipados, como: Dilurdes, uma mulher que se arrepende de ter se casado e divide com o público seu pesares; Maria Dolores Jacinto Leite, uma camelô de produtos eróticos; Concurso Miss RJ e mais 2 quadros hilários. Deixando clara a sátira colocada em cima de temas do cotidiano, e ao mesmo tempo brincando com esses temas; a peça mostra que em meio a turbulência urbana; ainda vale a pena sorrir.
Direção: Chico Anysio | Elenco: Beto Moreno, Maykon Robert, Rafael Guimalle e Will Gama
Local: Teatro do Leblon - Sala Marília Pêra (400 lugares)
Endereço: Rua Conde Bernadotte 26, Leblon. Informações: 2274-3536
Horário(s): sexta e sábado e domingo às 23h. | Data(s): 04 de junho a 28 de agosto de 2010
Preço(s): R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia) |
Classificação: 16 anos
Duração: 90 Minutos
Por André Romano
“Os Neuróticos” propõe apresentar, através de vários esquetes, o cotidiano das histórias da vida. Busca desvendar mistérios que nos levam à questionamentos do tipo: “Porque toda mulher tem atração por homens que não prestam? Todo homofóbico é um gay enrustido? Existe sexo após 30 anos de casamento?”. Falando de estereótipos e se baseando em personagens reais, a peça utiliza o espaço cênico como um divã, no qual felicidades e frustrações são destiladas diante da platéia, que tem no espetáculo o papel de terapeuta. O autor Saulo Sisnando afirma que “Os neuróticos” não é somente um espetáculo de esquetes para divertir, mas que busca também propor reflexões. Os personagens começam a se cruzar pelas esquinas da vida, casamentos são realizados, divórcios são discutidos, traições são descobertas. “Apesar de tudo, é uma comédia.” garante Saulo Sisnando.
Autor: Saulo Sisnando
Direção e adaptação: Guto Andrade
Atuação: Cida Brollo, Guto Andrade, Maykon Robert, Luciana Malcher e Carolina Calmon + participação especial
Temporada: 06 de maio a 24 de junho de 2010
Local: Teatro Vannucci (450 lugares)
Rua Marquês de São Vicente, 52 / 3º. Piso – Shopping da Gávea.Tel.: (21) 2274-7246
Dia e horário: Quintas 19h 22
Preços: R$ 20,00 ( valor único)
Forma de pagamento Dinheiro e através do site www.ingresso.com
Duração 60 minutos, classificação etária: 16 anos
Por Target Assessoria de Comunicação
Um palco, um ator e uma paixão. Com esses três ingredientes Ricardo Castro chega ao Rio de Janeiro para mostrar sua apaixonada e divertida visão sobre a vida no espetáculo R$ 1,99. Em cartaz desde maio de 1999, a peça que já foi vista por mais de 600 mil espectadores entra em cartaz no Teatro dos Grandes Atores a partir do dia 15 de abril e segue em temporada todas as quintas-feiras até o dia 29 de julho, sempre às 21h.
A distância entre o preço e o valor é o ponto de partida para Ricardo trazer à tona temas como família, política, amor e sexo que- na voz de personagens populares- levam a plateia a rir e pensar.
O espetáculo R$ 1,99 acaba de voltar de uma bem-sucedida apresentação em Buenos Aires e já foi aplaudido em Salvador, Brasília, Fortaleza, Natal, São Luís, Recife, Belo Horizonte (a convite do Grupo Galpão), Curitiba e São Paulo. Na capital paulista o espetáculo atraiu para sua plateia importantes nomes do teatro brasileiro como: Marcos Caruso, José Possi Neto e a grande Bibi Ferreira.
Em R$ 1,99, o ator Ricardo Castro é também autor, diretor, iluminador, figurinista e sonoplasta. Segundo Ricardo, um dos motivos do duradouro sucesso é que todas essas funções são executadas pelo próprio ator durante cada sessão, que se atualiza com as últimas notícias do Brasil e do mundo, mantendo o equilíbrio entre a crítica social e o bom humor. "Quando comecei a escrever o texto minha intenção era fazer só humor, mas percebi que também passeava por outros gêneros teatrais", comenta o autor que ainda atua como bilheteiro da peça, fazendo valer o nome da COMPANHIA DE UM HOMEM SÓ.
Fundada pelo artista, a companhia produziu outros quatro espetáculos que fazem parte do projeto SOLO FÉRTIL. Ricardo Castro já atuou em produções como A BOFETADA (Companhia Baiana de Patifaria), A COMÉDIA DOS ERROS (Teatro do Ornitorrinco) e TERÇA INSANA.
Local: Teatro dos Grandes Atores (396 lugares) - Telefone: 3325-1645
Endereço: Av. das Américas, 3555 -Shopping Barra Square-Barra da Tijuca
Horário: quintas-feiras às 21h | Preço: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Classificação: 14 anos | Temporada: 15 de abril a 29 de julho de 2010
Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Hayla Leite | Marcela Prior
Target Assessoria de Comunicação
Visto por mais de 600 mil espectadores, o espetáculo “Comédia em Pé” retorna ao Teatro das Artes
Em cartaz há cinco anos ininterruptos e visto por mais de 600 mil espectadores, o espetáculo teatral “Comédia em Pé” (www.comediaempre.com.br) retorna, a partir do dia 28 de junho (2ª feira), ao Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, onde tem sessões sempre às segundas-feiras. A partir do dia 2 de julho (6ª feira), o grupo também estreia nova temporada no Espaço Cultural AMF/Unimed (Teatro Eduardo Kraichete), em Niterói, onde faz apresentações de sexta a domingo (segue abaixo o serviço).
O espetáculo “Comédia em Pé” é comandado por um quinteto de comediantes cariocas: Claudio Torres Gonzaga, Fábio Porchat, Fernando Caruso, Léo Lins e Paulo Carvalho. Os cinco integram a formação básica do grupo “Clube de Comédia em Pé”, o primeiro grupo de stand up comedy formado no Brasil, que trouxe para o Rio de Janeiro um formato de pocket show que se consagrou nos Estados Unidos e que hoje faz rir plateias de teatros, bares, casas noturnas e cafés-concerto espalhados pelo mundo. Comédia em Pé
Local Teatro das Artes (456 lugares) - Shopping da Gávea - Info. (21) 2540-6004
Endereço: R. Marquês de São Vicente, 52 - Gávea
Horário(s): segundas, às 21h | Data(s): 28 de junho a 2 de agosto de 2010
Preço(s): R$ 50,00 (inteira) | Classificação: 14 anos
Duração: 90 Minutos | Ingressos na Internet: www.compreingressos.com
Bilheteria: Todos os dias, de 15h às 20h
Acesso a deficientes físicos em cadeiras de rodas
Em janeiro deste ano, Sergio Mallandro estreou em formato de stand-up comedy em palcos cariocas e desde então segue em temporada na Barra da Tijuca. Em julho, o humorista cumpre temporada dupla com apresentações de quinta a domingo, às 18h, no Teatro Miguel Falabella, e sextas e sábados, às 23h, no Teatro dos Grandes Atores. Em cena, Mallandro narra trechos de sua história, desde a estreia na televisão com o apresentador Silvio Santos, passando por suas participações na TV Globo com Xuxa e Chico Anísio, suas passagens pelo cinema e gravação de hits como “Vem fazer glu glu” e “Bilu Teteia”, tendo como ponto máximo de sua carreira “A Porta dos Desesperados”, considerado um ícone da cultura trash no Brasil.
Texto, direção e atuação: Sergio Mallandro.
Teatro Miguel Falabella (453 lugares). Avenida Dom Helder Câmara, 5474 Norte Shopping - 2° piso Cachambi - (21) 2597-4452 / 2592-8245. De quinta a domingos, às 18h. Quinta R$ 30,00; sexta e sábado R$ 40,00 Classificação 14 anos. Duração 60 Minutos. Até 05 de setembro. Teatro dos Grandes Atores (396 lugares ) – Sala Vermelha - Shopping Barra Square Av. das Américas, 3.555 – Barra. Telefone para Informações: (21) 3325-1645. Sextas e Sábados, às 23h. Ingressos: R$ 70,00 Classificação 14 anos. Duração 60 Minutos. Até 31 de julho.