Teatro Rio

TEATRO RIO DE JANEIRO

LARGA TUDO E VEM

LARGA TUDO E VEM

Foto: Milton Montenegro

Espaço SESC - de 17 de julho a 09 de agosto

Sesc Rio - Teatro

Por Daniella Cavalcanti / Assessoria de Imprensa

LARGA TUDO E VEM

Depois do elogiado “Quase como se fosse Amor”,
Marcia Rubin estreia seu novo espetáculo

Dia 17 de julho, no Espaço SESC

“A história de amor é o tributo que o enamorado deve pagar ao mundo para se reconciliar com ele”
(Roland Barthes)

Larga tudo e vem, novo espetáculo da Marcia Rubin Companhia de Dança, que este ano completa 15 anos, estreia no próximo dia 17 de julho, no Espaço SESC, e dá continuidade ao grande sucesso de crítica de 2008, o solo “Quase como se fosse amor”, indicado como um dos melhores espetáculos do ano pelo Jornal O Globo. A coreografia, criada e interpretada por Marcia Rubin, tem direção conjunta da bailarina e de Oscar Saraiva, uma parceria que já dura 20 anos.

Larga tudo e vem constrói um discurso que tem como tema o amor. O amor como uma disposição da alma, com suas imprevisibilidade e inevitabilidade. E sua capacidade de tornar vulnerável o sujeito apaixonado revelando, através da dança, o estado amoroso em sua dinâmica imprecisa e desconcertante. O espetáculo apresenta o discurso amoroso em suas solidão e plenitude e torna presente o outro, o ser amado, como condição de existência do discurso.

Segundo a coreógrafa, que usou como um dos pontos de partida para a criação da coreografia a canção “Oh my love” de John Lennon, o espetáculo fala sobre o estado em que as pessoas se encontram quando se apaixonam. Desde o amor romântico, com sua ilusão de plenitude, até o amor real, do qual nada se espera.

Esse ano, como diretora de movimento, Marcia Rubin participou dos espetáculos Talvez (Projeto Auto-Peças), direção Cesar Augusto; Rock’n’Roll, direção Felipe Vidal e Tato Consorti; A história de nós dois, direção Ernesto Piccolo; e Tom e Vinicius, o musical, direção Daniel Herz.

Durante sua carreira, Marcia reuniu grandes conquistas, como a indicação ao Prêmio Shell de Teatro, em 2005, pelo conjunto de sua obra.

Larga tudo e vem fica em cartaz até o dia 09 de agosto de quinta a domingo, no Mezanino do Espaço SESC, em Copacabana.

A noite se encerra com a elegância de “Quase como se fosse amor”, de Marcia Rubin. Ao som dos Beatles, a solidão existe como um estado sereno, visitado pelas lembranças da presença do outro, de outros, mas ao mesmo tempo como um estado de plenitude. E essa plenitude se percebe também na bailarina. A movimentação de braços e tronco em espiral que caracteriza a dança de Marcia aparece mais madura nessa peça, mas eloqüente, com mais nuances e desdobramentos. Marcia Rubin domina a cena com segurança e tranqüilidade. Figurino e iluminação arrematam a peça, fazendo de “Quase como se fosse amor”, um delicado presente para os olhos e os ouvidos.

Crítica - Silvia Soter (Jornal O Globo)

Outro momento em que autoria e interpretação aparecem juntas na noite é “Quase como se fosse amor” de Marcia Rubin. O mais inquietante é que justamente as noções de autoria e interpretação são borradas em seus limites na cena que ali se constrói. Delicado, porém tão contundente, o solo de Rubin exibe um corpo que atrai a sua aparente fragilidade no geste maduro de uma artista que, ao interpretar o que ela mesma cria, inaugura exatidões. E essas exatidões aparecem na incerteza provocada pelo que ali é borrado, pelo que está fora do limite. Algo que, em dança, se vê apenas em grandes criadores.

Crítica - Roberto Pereira (Jornal do Brasil))

Sobre Marcia Rubin:

Especializada em dança e expressão corporal pela Escola Angel Vianna, onde aprofundou seus estudos sobre o Sistema Laban com Regina Miranda, Marcia Rubin fundou sua companhia de dança em 1994 e dentre os espetáculos que realizou destacam-se: Já não penso mais em ti  (1994); Tudo que eu nunca te disse - a partir da obra  de Ana Cristina César (1997); Correr em vez de caminhar – projeto premiado pelo RioArte (1998); A paisagem daqui é outra – Premiado pelo Instituto Itaú Cultural, SP (2001/2002), considerado um dos dez melhores espetáculos de 2001 pelo jornal O Globo; Tempo de valsa moderado com elegância (2003), considerado um dos dez melhores espetáculos de 2003 pelo jornal O Globo; e Teorema e Daqui pra frente, realizados em 2006 no CCBB e no Teatro do Jockey, um dos melhores espetáculos de 2006 pelo jornal O Globo.

Em 2008 Marcia criou o solo Quase como se fosse amor para o Solos de Dança no Espaço Sesc, também indicado como um dos melhores espetáculos do ano pelo jornal O Globo.

Foi curadora do Carlton Dance Festival de 1988 a 1997. Recebeu a bolsa RioArte da Secretaria Municipal de Cultura em 1998 e, em 1999, participou em Paris do Programa Courants como bolsista do governo da França - Ministério da Cultura e Comunicação. Foi júri do 7o Programa de Bolsas RioArte. Fez  consultoria de dança para o Edital Petrobras Artes Cênicas 2002 e para o  Circuito Brasil Telecom de Dança.

Participou, como diretora de movimento e preparadora corporal, da criação de projetos em cinema, teatro e televisão, dos quais se destacam: Zuzu Angel, Cazuza e Copacabana; Sonata de Outono, Baque, A Prova, Divã, Os Homens são de Marte, Fala baixo senão eu grito, Medéia e Os sete afluentes do Rio Ota; desenvolvimento do roteiro e movimentação do videoclipe Não Enche, de Caetano Veloso. Trabalhou com Marco Nanini, Andrea Beltrão, Renata Sorrah, Patricia Pillar, Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Beth Goulart, Aderbal Freire-Filho, Enrique Diaz, Bia Lessa, Monique Gardemberg, Ernesto Piccolo, Paulo Morais, entre outros.

É especialista em Arte e Filosofia pela PUC-RJ e atua como professora na Faculdade  Angel Vianna e na UniverCidade nos cursos de Graduação em Dança e Artes Dramáticas.

Indicada para o Prêmio Shell de Teatro 2005, categoria especial, pelo conjunto de sua obra.

Em 2009 participou da criação dos seguintes espetáculos: Talvez, direção de Cesar Augusto; Projeto Auto-Peças; Rock’n’Roll, direção de Felipe Vidal e Tato Consorti; A história de nós dois, direção de Ernesto Piccolo; e Tom e Vinícius, o musical, direção de Daniel Herz.

Sobre Oscar Saraiva:

Dramaturgo, diretor, professor e ator, Oscar Saraiva é integrante da Marcia Rubin Cia de Dança desde 1994, onde atua como intérprete e codiretor. Dentre os seus trabalhos na Cia estão: “Já não penso mais em ti” (1994-95); “A noite de todas as ceias” (1996-97), texto e direção de Jefferson Miranda;“Correr em vez de caminhar” baseado no conto Bliss de Katherine Mansfield com tradução de Ana Cristina César; “Tudo que eu nunca te disse” (1998) a partir de textos de Ana Cristina César. Em todos estes trabalhos a direção e coreografia foram de Márcia Rubin.

Reúne em seu currículo trabalhos com Aderbal Freire Filho, Ivana Leblon, Jefferson Miranda e Cristiane Jatahy, entre outros. Como diretor e ator dentre os espetáculos que realizou estão: “Não perturbe”, “Tudo isso agora”,Esquece” e “Aonde você quer ir? Comunicado a uma academia”, de Franz Kafka, apresentado no Espaço Sérgio Porto.

Oscar dirigiu e adaptou “Odradek” (2004/2005), com textos de Franz Kafka. Seu mais recente trabalho como codiretor foi no espetáculo “Quase como se fosse amor” – coreografia de Márcia Rubin no Solo de Danças no Espaço SESC Copacabana no ano passado.

Ficha Técnica:
Direção: Marcia Rubin e Oscar Saraiva
Coreografia | Intérprete: Marcia Rubin
Assistência de direção: Verônica Prates
Iluminação: Renato Machado
Trilha: Rodrigo Ramalho
Vídeo | Projeção: Miguel Pachá
Figurino: Carol Lobato
Fotografia: Milton Montenegro
Direção de produção: Verônica Prates
Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti
Realização: Quintal Produções

Estreia dia 17 de julho às 21h30
Local: Espaço SESC - Mezanino (Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana. Tel.: 2547-0156)
Horários: Quinta e domingo às 20h / sexta e sábado às 21h30
Preço: R$16,00 (inteira)/R$8,00 (meia - estudantes e maiores de 60 anos)/R$4,00 (comerciários)
Bilheteria: de terça a domingo a partir das 15h
Capacidade: 60 lugares
Classificação etária: 14 anos
Duração: 45 minutos
Temporada: de 17 de julho a 09 de agosto

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