

Por Nanda Rovere
Um casal passa por uma grave crise conjugal depois que o marido, o cabo Rosinha (Marcello Escorel )participa de uma blitz em uma escola e leva a acusação de ter atirado em um menino, durante um tiroteio. Os vizinhos, que antes o viam como símbolo de dignidade e segurança, começam a repudiá-lo, inclusive a sua mulher, Helô do Pãozinho (Janaína Ávila), que trabalha numa padaria e lá fica sabendo o quanto o seu marido perdeu a credibilidade e o respeito no bairro. O policial se diz inocente, mas ninguém lhe dá crédito. A situação fica insuportável, principalmente, à mesa, na hora do jantar. O silêncio torturante toma conta do ambiente, para depois a raiva, o medo e o descontrole deixar o clima sufocante, sobretudo quando Helô avisa que vai embora. A partir daí, a dramaticidade aumenta no decorrer da peça. A lembrança do filho que morreu pequeno e teria a mesma idade do menino assassinado, acentua o conflito entre os personagens.
Inconformado com a falta de confiança da mulher, Rosinha tenta demonstrar a sua inocência e consegue provar que estava dizendo a verdade. Reconquista a confiança e a admiração da mulher, numa sequência de cenas que merece destaque pela beleza poética e interpretação tocante de Marcello Escorel. O cenário ambienta a ação na sala de jantar, local em que acontece todo o desenrolar da trama. A luz focaliza os atores e/ou muda de cor para salientar a emoção dos personagens, complementando o clima tenso.
Bosco Brasil é um dramaturgo de destaque no nosso teatro contemporâneo, com criações carregadas de emoção e com o objetivo de provocar questionamentos sobre a alma humana, colocando os indivíduos em situações-limite, que testam a sua capacidade de se sensibilizar com o mundo que o cerca. Novas Diretrizes Em Tempos De Paz é uma obra prima que fez sucesso e ganhou prêmio. O texto de Bosco Brasil consegue sair do tema comum ¨crise entre marido e mulher¨ para suscitar várias reflexões pertinentes e que afetam o nosso cotidiano, como a violência afetando as relações humanas, a necessidade de ouvirmos mais o próximo, evitando assim o ¨pré-julgamento¨ e injustiças; o que é coragem e covardia. A força e qualidade dos diálogos prendem a atenção e Marcello Escorel dá vigor e dinamismo à montagem.
Escorel é um ator experiente no teatro. Além do biótipo ideal para viver...., Dosa a emoção na medida certa, com gestos precisos, que ajudam a apresentar para o espectador nuances da personalidade do seu personagem, resultantes do momento turbulento pelo qual ele passa. Janaína. assim como o colega de palco é uma atriz experiente, não realiza uma entrega tão arrebatadora quanto Escorel, mas vale ressaltar que foi estréia em sua cidade natal. A peça já fez temporada no Rio e fica em São Paulo até agosto. Vale a pena conferir!
Direção: Ivan Sugahara
Blitz. Centro Cultural São Paulo - Sala Paulo Emilio Salles Gomes (100 lugares). Rua Vergueiro, 1000.
Horário: Sexta a sábado, às 21h; domingo, às 20h.
Ingressos: R$ 20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão)
Temporada: 17 de julho a 15 de agosto de 2010
Por Nanda Rovere
O relacionamento entre pai e filho serve de mote para se explorar o sentimento humano e, como muitas vezes acontece, o medo de cobrança e reprovações faz com que mentiras sejam ditas e isso prejudique os relacionamentos.
Henrique (Rodrigo Lombardi) acabou de ser abandonado pela mulher. Bóris (Fúlvio Stefanini), pai de Henrique, é um ator que está desempregado há anos e consegue o papel de Rei Lear numa montagem de Shakespeare. Muda-se para a casa do filho sem avisá-lo e a partir daí o texto focaliza a alma masculina: os sonhos, desejos, frustrações, fraquezas e qualidades desses homens que precisam recompor as suas vidas fortalecem o afeto e os laços entre eles, apesar da dificuldade que possuem em demontrarem quem realmente são e de aceitarem os defeitos de cada um. Montagens que abordam relações familiares e nos fazem refletir sobre os sentimentos humanos são comuns, mas o assunto nunca se esgotará. Afinal, faz parte do nosso cotidiano. A criatividade do autor em criar histórias cativantes, bem como uma direção e atuações competentes, certamente garantirão a atenção do público para com a produção.
A direção de Marco Ricca valoriza o texto e as interpretações. Cenário, luz e figurino servem de ambientação e também proporcionam uma rápida troca do espaço em que ocorre a ação, sem deixar os olhos do espectador fixados nos atores. Os diálogos são bem estruturados e cada frase apresenta a emoção do personagem e/ou revela características da sua personalidade. Rodrigo Lombardi, pelos seus trabalhos nas novelas Passione e Caminhos das Índias, tem conseguido visibilidade na mídia, mas possui experiência no teatro, em montagens do Grupo Tapa. Fúlvio Stefanini, por sua vez, em mais de 50 anos de carreira é um nome de suma importância na história do teatro brasileiro, com participações na TV e cinema.
Os dois atores dão vitalidade ao texto e constróem os personagens com sutileza, especialmente Lombardi - que dá a Henrique o tom exato de um indivíduo que ama o pai, mas não consegue aceitar a sua personalidade, apesar de admitir que é muito parecida com a sua. Stefanini tem o seu melhor momento quando pai e filho saem para jantar e são presos. O ator se entrega com louvor à cena em que Bóris estabelece com Henrique um contato estreito, revelando fatos de sua vida. Está concorrendo ao Prêmio Shell, uma indicação que consagra a qualidade da montagem. As mudanças na trajetória dos personagens não são extremas, mas esse encontro proporciona uma oportunidade ímpar para que eles exponham opiniões e sentimentos até então nunca revelados.
A peça fica em cartaz até 15 de agosto. Vale conferir!
Ficha Técnica
Texto: Serge Kribus | Tradução: Paulo Autran | Direção: Marco Ricca
Elenco: Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi
Cenografia: André Cortez | Figurinos: Letícia Barbiere
Iluminação: Maneco Quinderé | Trilha Sonora: Eduardo Queiroz
Fotos: João Caldas
Local: FAAP - Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – tel.: 11.3662.7233
Data: Até 15 de agosto de 2010
Preço: Ingressos: R$ 70,00
Horário: Sextas, às21h30; Sábado, às 21h; Domingo, às 19h
Por Nanda Rovere
Muitas vezes modificar o passeio agendado proporciona uma noite mais interessante do que esperávamos.
De última hora, eu e uma amiga decidimos ir ao Centro Cultural São Paulo assistir
Determinadas Pessoas - Weigel, com a Esther Góes, direção do seu filho, Ariel Borghi. A peça estreou em 2008 , já esteve em cartaz na capital paulistana, viajou e agora faz temporada na sala Jardel Filho.
Faz tempo que estava planejando ver a montagem, mas ainda não havia dado certo. Pretendia ver na próxima semana, mas valeu a pena antecipar o passeio porque o monólogo é muito interessante e apresenta uma artista que se entrega cm uma energia tocante e um diretor que conseguiu guiar com precisão os movimentos e emoções da atriz em cena. Destaque para a sutileza na interpretação da atriz nas mudanças de idade da personagem.
Fatos importantes da história política, social e cultural do mundo e alemã são retratadas através da atriz e militante Helene Weigel. Em cerca de uma hora e vinte minutos de apresentação, acompanhamos, através de um texto muito bem escrito e costurado, a vida dessa mulher, seus desejos, pensamentos e emoções- sua visão sobre a arte e sobre a vida.
Esther Góes foi até a Alemanha pesquisar sobre Helene Weigel e em parceria com o seu filho, assina a autoria da peça. É nítido que houve a preocupação em colocar no palco uma encenação pautada por um conteúdo consistente e que seja fiel à trajetória da atriz que nas palavras de Esther Góes ¨foi umas das melhores do mundo¨.
Helene era casada com Bertold Brecht, ao lado dele suportou os seus envolvimentos com amantes, compartilhou o cotidiano complicado do Nazismo e de luta contra a opressão, encenou clássicos de sua dramaturgia e fundou o Berlinder Ensemble – núcleo de produção teatral.
Imagens projetadas numa tela possibilitam maior dinamismo e veracidade à narrativa, que compreende um período longo de tempo, fortalecem a poesia do texto e ampliam a empatia do público para com a trama. Com criatividade e competência, os vídeos complementam e ilustram a fala de Helene Weigel. Cenários modificados em momentos estratégicos também orientam o público quanto o tempo e o espaço em que a ação acontece. Luz, figurino e trilha também salientam o espírito provocador, inquietante e poético da protagonista.
Vale a pena conhecer mais profundamente uma figura de suma importância nas artes cênicas mundial e viajar por períodos históricos que não podem ser esquecidos, devido aos abusos cometidos contra os direitos humanos - para que tais atos não se repitam.
Centro Cultural São Paulo - Sala: Jardel Filho. R. Vergueiro, 1.000 - Liberdade - Tel: 11 3397-4000.
Sexta a sábado, às 21h; domingo, às 20h
Ingressos: R$ 20,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão).
Até 15 de agosto de 2010.
A nova comédia do autor e jornalista Gilberto Amendola tem como tema o universo de uma montagem teatral onde absolutamente tudo dá errado. Conforme define seu diretor é “uma comédia sobre a montagem de um drama”. Décima quarta montagem da Cia Encena, a peça, dirigida por Orias Elias, traz em seu elenco três atores-fundadores da Cia.
O que acontece quando o imponderável decide "derrubar" uma peça de teatro? Como seria uma noite de estréia em que tudo (mas tudo mesmo) dá errado e se transforma em um gigantesco desastre? O que acontece antes e depois de um espetáculo? Como são os ensaios? E quando o pano cai? O que acontece no camarim?
A peça se propõe levar a público o que move atores nessa luta árdua que é montar, na raça, uma peça de teatro nos dias de hoje. E isso desde o momento em que se escolhe um texto até a sua noite de estréia.
"A Peça" mostra, em três movimentos, o antes, o durante e o depois de uma produção teatral.
No primeiro ato, três atores (Pablo Garcia, Tony Torres e Ricardo Cruz) reúnem-se para discutir a realização de um espetáculo. Será a primeira vez que eles irão discutir o texto e tratar da montagem. Claro que esse é um encontro disperso; os atores acabam falando de tudo (vida, trabalho, amores, frustrações) e têm grande dificuldade em se concentrar na primeira leitura. Neste ato, descobrimos que "a peça" se passa na idade média e que irá mostrar três homens totalmente diferentes, isolados do mundo, tendo em comum serem vítimas de uma mesma tragédia.
No segundo ato, o público é atirado para dentro da noite de estréia, mais especificamente para os momentos finais “da peça”, a partir do momento em que tudo começa a dar errado. Algo muito grave aconteceu, os atores estão dispersos, esquecendo falas, fazendo improvisos descabidos e até ameaçando abandonar a peça. Como corolário, problemas técnicos se acumulam e a platéia começa a abandonar o teatro. O que aconteceu para “a peça” desandar?
A resposta está no terceiro ato. É lá que o público vai descobrir que "diabos aconteceu” com o espetáculo: uma chocante descoberta envolvendo seus atores.
Com humor ácido e ferino, em ritmo ágil e grandiloqüente, "A Peça" é para rir e se emocionar com a aventura improvável que é fazer teatro!
Leia Mais A Peça é Comédia?
Local: Teatro Augusta - Sala Experimental (55 lugares)
Endereço: Rua Augusta, 943 – Cerqueira César. Telefone: 3151-4141.
Horário(s): Sextas, às 21h30; Sábados, às 21h e Domingos, às 19h.
Preço(s): R$ 30,00 (inteira) | Classificação: 14 anos
Duração: 55 minutos | Temporada: até 26 de Setembro de 2010.
Possui acesso para deficientes. Estacionamento.
Venda de Ingressos: www.ingressorapido.com.br
Mais de 100 mil pessoas já assistiram à maratona de improvisação dos atores Fernando Caruso,
Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga
Há alguns anos era apenas uma ideia no papel, inspirada na vivência de Fernando Caruso nas aulas de improvisação do Tablado, escola de teatro tradicional localizada na Lagoa, no Rio. Quando convidou os amigos Gregório Duvivier e Rafael Queiroga para montar um espetáculo de humor, Fernando resgatou o projeto e juntos selecionaram Marcelo Adnet para fazer parte do elenco. A estreia de Z.É (Zenas Emprovisadas) aconteceu em 2003, em um pequeno espaço no Rio de Janeiro e tornou-se sucesso de bilheteria, com sessões lotadas até hoje. Para comemorar os sete anos em cartaz, Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga apresentarão a maratona de improvisação no HSBC Brasil,
nos dias 30 e 31 de julho (sexta e sábado), às 21h30.
Vencedor do Prêmio Shell em 2005 e assistido por mais de 100 mil pessoas, o espetáculo se renova a cada apresentação com a participação do público, que sugere cenas que serão interpretadas na hora. Esta será a primeira apresentação de 2010 em São Paulo, onde o Z.É já foi apresentado oito vezes para um público
total de 12.400 pessoas. Mais+ Z.É. (ZENAS EMPROVISADAS)
Por Adriana Balsanelli / Arteplural Comunicação
Espetáculo de rua da Brava Companhia discute as relações de trabalho e o controle da vida pela mercadoria. Utilizando humor e elementos do teatro épico como ferramenta de critica e diversão, a peça propõe uma metáfora da vida contemporânea. O grupo também reestreia outra peça, O Errante, no Sacolão das Artes.
Apresentações gratuitas.
O poder do mercado de consumo, o controle da vida pela mercadoria, as contradições nas relações de trabalho e o uso das estruturas autoritárias como ferramentas de alienação são trazidos à tona na peça Este Lado Para Cima – Isso Não é um Espetáculo. A nova montagem da Brava Companhia estreia com duas apresentações no Largo São Bento - dias 6 e 13 de agosto, sextas, às 17h30, com direção de Fábio Resende e Ademir de Almeida. Depois circula até o final de novembro por bairros da zona Sul da cidade. O projeto foi contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.
Além das duas sessões no Largo de São Bento, mais 12 apresentações da peça Este Lado Para Cima acontecerão aos domingos em ruas e praças – como Grajaú, Parelheiros, M’boi Mirim, São Luis, Campo Limpo e Cidade Ademar (confira os locais e horários no blog da Brava: http://blogdabrava.blogspot.com). “Durante toda nossa trajetória percorremos mais de trezentos bairros da cidade, principalmente os da zona Sul. O Sacolão das Artes, Espaço Brava Companhia, é nossa sede, porém é de extrema importância que nosso teatro não se resuma apenas ao espaço. Queremos percorrer outros lugares, outras trincheiras poéticas, com nossos espetáculos”, explicam os diretores.
Oito atores se revezam em dezenas de personagens. A narrativa é conduzida em coros, por todos os atores, que representam os poderes do Estado, a religião e a política, além das classes de trabalhadores. Existem também outros personagens: pastores de rua, apresentador de programa de TV, economista, O Progresso e A Ordem.
Este lado para cima – Dias 6 e 13 de agosto, sexta, às 17h30 no Largo São Bento. Direção - Fábio Resende e Ademir de Almeida. Texto - Brava Companhia. Elenco - Cris Lima, Débora Torres, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Luciana Gabriel, Marcio Rodrigues, Rafaela Carneiro e Sérgio Carozzi.
Por Lígia Azevedo / Arteplural Comunicação
Depois da premiada adaptação rodrigueana Memória da Cana, Os Fofos reapresentam seu primeiro texto dramático, Ferro em Brasa, indicado ao prêmio Shell 2006 na categoria melhor atriz (Cris Rocha) e na categoria especial pela pesquisa de circo-teatro desenvolvida pelo grupo
Seguindo a mostra de repertório que ocupará o espaço dos Fofos durante todo este ano, Ferro em Brasa reestreia dia 15 de maio, sábado, às 21h. O quarto espetáculo do grupo é baseado no texto homônimo do dramaturgo Antonio Sampaio, sob a adaptação de Newton Moreno e direção de Fernando Neves. No elenco estão os atores Carlos Ataíde, Carol Badra, Chico Carvalho, Cris Rocha, Eduardo Reyes, Erica Montanheiro, Kátia Daher, Marcelo Andrade, Maria Stella Tobar e Paulo de Pontes.
Ambientada numa aldeia portuguesa do começo do século, a trama envolve honra familiar, traição, diferenças sociais e a condição feminina em uma sociedade machista e conservadora. A aldeã Judith, às vésperas do seu casamento com o fidalgo Júlio, percebe que ele não a ama mais. Júlio acaba se envolvendo com a mãe de Judith, Margarida. Ao flagrar a mulher ao lado do futuro genro, João, o marido traído de Margarida, decide matar o casal de maneira tão cruel que sua jovem filha Judith enlouquece.
Texto: Antonio Sampaio.
Adaptação do texto: Newton Moreno.
Elenco: Espaço dos Fofos Encenam - Carlos Ataíde, Carol Badra, Chico Carvalho, Cris
Rocha, Eduardo Reyes, Erica Montanheiro, Kátia Daher, Marcelo Andrade, Maria Stella
Tobar e Paulo de Pontes.
Local: Espaço dos Fofos Encenam (94 lugares) - Rua Adoniran Barbosa, 151 Bela Vista.
Ingressos - R$ 30,00. Sábado às 21h; domingo às 19h e segunda às 20h.
Ingressos pelos site: www.osfofosencenam.com.br e www.ingresso.com
Bilheteria: 15h às 21h de quinta a segunda-feira. (11) 3101.6640
Aceita: Cartão de Débito e Crédito (Visa, Mastercard).
Classificação etária: 12 anos. Tem acesso a deficientes
Assessoria de Imprensa / Arteplural Comunicação
www.artepluralweb.com.br
Por Regis Santos / Produtor Cultural
FUZARCA”, novo espetáculo de Luis Salem, mergulha no confuso cotidiano brasileiro e lança um olhar irreverente e bem humorado sobre questões contemporâneas: Política, filosofia, economia, moda, comportamento e atitude são temas desta comédia, escrita pelo próprio ator, que convida a platéia a um divertido e reflexivo tour pelo universo da fuzarca nacional. Concebido no formato stand up comedy, ”FUZARCA” também investe no lado musical. Canções de Rita Lee, Pedro Luis, Dorival Caymmi e Tom Zé, totalmente inseridas no contexto, costuram as cenas imprimindo uma dinâmica que aproxima o espetáculo do Teatro de Revista, criando um clima de festa e folia. É grande a expectativa de Salem para esta curtíssima temporada em São Paulo, onde esteve em 2005 com espetáculo Folia No Matagal no Teatro Crowe Plaza.
Fuzarca é divertimento para platéias em busca de qualidade e bom humor!
A Fuzarca esta no ar!
FUZARCA estreou em outubro de 2009 no Rio de Janeiro, Teatro Candido Mendes e já esteve em Niterói e algumas cidades do interior do Estado alem de apresentações no Paraná, Rio Grande do Norte e do Sul e Paraíba, sendo sinônimo de sucesso por onde passou!
Texto e atuação: Luis Salem | Musicas: Tom Zé, Rita Lee, Pedro Luiz e Dorival Caymmi
Local: Teatro Silvio Romero (200 lugares)
Endereço: - Rua Coelho Lisboa, 334 - Tatuapé - Info: (11) 3535-2401 e 2093-2464
Horário(s): sábado ás 21h e domingo às 19h
Data(s): 17 de julho a 29 agosto de 2010
Preço(s): R$ 50,00 (inteira) R$ 25, 00 (meia)
Classificação: 12 anos | Duração: 80 minutos
Por Evandro de Léo
A Cia. de Comédia Meuteunoseu, dirigida pelos humoristas Leandro Monteiro e Regis Folco e conhecida por seu conteúdo inteligente e original, renova apresentação, no Teatro Cacilda Becker, todas as quintas-feiras, às 21h30 com o show “Meuteunoseu & Convidados – Stand Up Comedy e Outros Surtos”. O teatro fica localizado na Rua Tito, 295, Lapa - SP.
O show humorístico que mescla Stand Up, improvisos e esquetes com personagens, já foi visto por milhares de pessoas em suas temporadas anteriores. Agora a Cia. de Comédia Meuteunoseu garante muito deboche com sua visão satirizada sobre a vida no escritório, o enredo das novelas, o contraste entre homens e mulheres e outros assuntos polêmicos, tratados com o humor ácido característico do grupo. “Gostamos de lidar com o humor inteligente e de divertir nosso público com abordagens intrigantes. A platéia volta pra casa lembrando das situações e gargalhando, aquilo fica pra sempre.”, brinca Regis Folco.
Além das tiradas tradicionais da Cia. de Comédia Meuteunoseu, o grupo traz a cada apresentação grandes humoristas e Stand Uppers como Mhel Marrer, Carol Zoccoli, Warley Santana, Renato Tortorelli entre outros, que enriquecem o espetáculo, garantindo mudanças a cada apresentação.
“Meuteunoseu & Convidados – Stand Up Comedy e Outros Surtos”. Teatro Cacilda Becker (195 lugares). Rua Tito, 295 - Lapa/SP - Tel: (11) 3864-4513. Quintas, às 1h30. Até 19 de agosto de 2010. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia). Bilheteria: 2 horas antes do espetáculo. Duração: 1h20. Classificação: 16 anos. Aceita cheque e dinheiro. Não aceita cartões. Não possui estacionamento. Site: www.meuteunoseu.com.br
Por Fernanda Teixeira / Arteplural Comunicação
A inovadora montagem do diretor Zé Henrique de Paula para o clássico de Eurípides, indicada em 2009 a dois prêmios Shell (pela direção de Zé Henrique de Paula e direção musical de Fernanda Maia) e um CPT (pela direção musical de Fernanda Maia), abre nova temporada na Funarte com ingressos a 10 reais.
Depois de temporada no Sesc Avenida Paulista, no Instituto Capobianco e no Teatro Sergio Cardoso, As Troianas – Vozes da Guerra abre sua quarta temporada em São Paulo e reestreia dia 25 de junho, às 21 horas na Funarte. O espetáculo está também selecionado para participar neste ano dos festivais Porto Alegre em Cena (RS) e Isnard Azevedo (Florianópolis – SC).
Livre adaptação do texto de Eurípides, com o Núcleo Experimental (grupo da produtora Firma de Teatro) e direção de Zé Henrique de Paula, a peça resgata a história das sobreviventes a Guerra de Troia traçando um paralelo entre o conflito, ocorrido em 1.250 a.C., e a Segunda Guerra Mundial. O principal elemento cenográfico é uma réplica de um vagão de um trem que era utilizado para transportar os judeus para os campos de concentração.
Ao término da Guerra – travada entre Troia e Esparta devido ao amor de seus governantes pela mesma mulher –, Troia, a cidade perdedora, foi aniquilada e todos os homens, mortos. As mulheres sobreviventes foram aprisionadas e escravizadas pelo inimigo. A partir do relato dessas personagens, Eurípides conseguiu mostrar uma visão feminina sobre a guerra. Apesar de terem histórias diferentes, elas estão juntas pelo mesmo motivo: a sobrevivência.
Mesmo escrita há mais de 2500 anos, o enredo mantém sua atualidade, já que os sofrimentos da guerra sempre foram os mesmos. Revisitar a obra de Eurípides é dar uma vez mais a palavra às vítimas de guerra e propor um novo olhar aos campos de refugiados. Para Zé Henrique, “o local é Troia, mas poderia ser a Alemanha nazista, a Europa dos guetos e dos campos de concentração, das casas deixadas às pressas, das famílias desfeitas pela fúria do preconceito e da intolerância”.
AS TROIANAS – Vozes da Guerra - Reestreia dia 25 de junho, sexta-feira, 21 horas, na Sala Carlos Miranda da Funarte - Alameda Nothmann, 1058. Duração - 75 minutos. Capacidade – 52 lugares. Temporada – sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h. Até 15 de agosto. Censura: Recomendado para maiores de 16 anos. Ingressos: 10 reais.
Por Adriana Balsanelli / Arteplural Comunicação
As atrizes Alexandra Golik e Carla Candiotto apresentam nova peça adulta sobre curiosos homicídios de velhinhos mais do que centenários cometidos na cidade interiorana de Vilcabamba. Vilcabamba abre a temporada de teatro 2010 do Sesi Leopoldina, com sessões gratuitas de quarta-feira a domingo
Com a identidade e a personalidade que fazem o Le Plat du Jour ser reconhecido pelo talento e criatividade, a comédia tem direção conjunta do Le Plat du Jour e Gabriel Chamé Buendia, o artista argetino que assinou a concepção da primeira peça para público adulto do grupo, As Filhas de Lear. Depois vieram Insônia e O Poço, textos de Alexandra Golik com direção, respectivamente, de Alexandre Roit e Sandro Borelli.
Em cena, Alexandra Golik e Carla Candiotto erguem as mangas e mostram as veias saltadas, ora pulsando humor abestalhado e espirituoso, ora repletas de non-sense e malícia. A trama se desenrola no bar Vilcabamba, com um balcão, um piano, uma porta giratória e um toalete, numa cidade de mesmo nome, largada no meio do mundo. Nesse cenário, entradas e saídas possibilitam a aparição e desaparição virtuosa de vários personagens – interpretados apenas pelas duas atrizes.
Local: Centro Cultural SESI Vila Leopoldina - Rua Carlos Weber, 835.
Temporada - datas e horários: de 18 de junho a 1º de agosto de 2010 – às quartas-feiras, quintas-feiras, sextas-feiras e domingos, às 16 horas, e aos sábados, às 20h.
Às sextas-feiras haverá uma sessão adicional, às 20 horas. E, no último dia (1º/08 – domingo), as sessões serão às 14h e 18h. Entrada franca – os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação. Capacidade: 80 lugares. Duração: 70 minutos. Gênero: comédia. Recomendação etária: Não remendado para menores de 12 anos. Informações: (11) 3834-3458 e 3834-5523.
Agendamento prévio: (11) 3833-1046. Até 1º de gosto.
CENTRO CULTURAL SESI VILA LEOPOLDINA – Rua Carlos Weber 835 – Vila Leopoldina – Região Oeste.
Fone (11) 3833-1093 / (11) 3834-3458. Agendamento prévio: (11) 3833-1046. Aceita reserva para grupos.
Acesso para deficientes físicos. Capacidade – 80 lugares. www.sesisp.org.br
Por Douglas Picchetti / Arteplural Comunicação
O grupo paulista instala uma TV na rua e sugere clima de telenovela
ao espetáculo repleto de humor, violência e conflitos amorosos
Com referências de melodrama e telenovela, pitadas de filmes de Pedro Almodóvar e Rainer Werner Fassbinder, passando pelo dramaturgo Bertold Brecht, o grupo Tablado de Arruar estreia o espetáculo de rua Helena Pede Perdão e é Esbofeteada, dia 18 de junho, sexta-feira, às 16h, na Praça da Liberdade, Centro da cidade. Com texto de Alexandre Dal Farra e direção de João Otávio, o Tablado retoma apresentações ao ar livre, em busca do público passante e dos espaços imprevisíveis. O espetáculo acontece também aos sábados, no Largo Santa Cecília, às 16h. Mais + Helena Pede Perdão e é Esbofeteada
O espetáculo Carro de Paulista, que segue em temporada aos Sábados 22h30h, no Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista) teve sua temporada prorrogada até 31 de Julho.
Mais de 70 mil pessoas, de diversas faixas etárias e classes sociais, já deram muitas risadas com esta divertida comédia urbana, de linguajar apimentado e ritmo de videoclipe. Sábado à noite: quatro jovens da Zona Leste paulistana pegam um carro emprestado e partem para a Zona Sul, dispostos a paquerar as meninas dos Jardins, um bairro que eles nem sabem direito onde fica. É o início de uma série de aventuras hilariantes pela noite da cidade. Desavisados, e desconhecendo os códigos locais, Pedrão, Jorginho, Júnior e Raio de Sol metem os pés pelas mãos, encontrando e provocando muita confusão.
Texto: Mario Viana e Alessandro Marson. Direção: Jairo Mattos
Local: Teatro Ruth Escobar (316 lugares ) - Sala Gil Vicente
Endereço: Rua dos Ingleses 209, Bela Vista - Fone 11- 3289-2358
Horários: sábados às 22h30
Ingresso: R$ 30,00 Inteira) R$ 15,00 (meia) | Datas: até 31 de Julho de 2010
Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos
Vendas pela Internet:www.ingresso.com.br
Tem acesso a deficientes físicos | Estacionamento: com manobrista R$ 15,00
Por José Dantas
O público paulistano ganha mais uma oportunidade de prestigiar o espetáculo Trair e Coçar é Só Começar que teve a sua temporada prorrogada até o final de agosto no Teatro Anhembi Morumbi, localizado no tradicional bairro da Mooca. A montagem dirigida por Attílio Riccó estreou no Rio de Janeiro no dia 26 de março de 1986, em agosto de 1989 estreava na capital paulista e desde então permanece em cartaz, comemorando 23 anos de sucesso.
Marilú Bueno e Suely Franco foram as primeiras atrizes a dar vida a empregada Olímpia na montagem carioca de “Trair e Coçar é Só Começar” em 1986, enquanto São Paulo, três anos depois revelava Denise Fraga interpretando a mesma personagem que hoje é vivida por Anastácia Custódio. Aproximadamente 12 atrizes viveram a protagonista da história e 49 atores passaram pelo elenco que atualmente conta com Anastácia Custódio, Carlos Mariano, César Pezzuoli, Samantha Caracanti, Carla Pagani, Kátia Roberta, Sylvio Toledo, Mário Sérgio Pretini e Osmiro Campos.
Inspirada no gênero Vaudeville, a peça gira em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocadas por uma empregada, que se aproveita da desconfiança geral entre os casais do enredo para subornar seus patrões e amigos. A estória conta com três casais, um padre e um vendedor de jóias que se torna, sem querer, o pivô de uma série de suspeitas de traição. É uma comédia de costumes com todas as confusões do gênero. Tem como fio condutor a empregada Olímpia que complica e descomplica a ação, e uma série de personagens à beira de um ataque de nervos.
O sucesso deve-se à agilidade do texto que fornece boas piadas do começo ao fim da peça, sucesso que garantiu a “Trair e Coçar é Só Começar” presença Guinness Book nas edições de 1994, 95, 96 e 97 como a mais longa temporada ininterrupta em cartaz do teatro nacional o espetáculo também foi agraciado com Prêmio Quality Cultural de 2005. Já se apresentou em Miami no Teatro Colony e no Brasil já foi visto por quase 5.000.000 de expectadores em aproximadamente 9.000 apresentações.
Local: Teatro Anhembi-Morumbi (758 pessoas)
Endereço: Rua Dr Almeida Lima 1 134 Metro Bresser.Tel. 2081 59 24.
Horário(s): Sextas 21h30 R$ 40,00 | Sábados 2h - R$ 50,00 | Domingos 19h - R$ 40,00
Data(s): 04 de junha a 01 agosto de 2010 | Preço(s): R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia) | Classificação: 12 anos
Por Adriana Balsanelli / Arteplural Comunicação
Devido ao grande sucesso de público, o musical CATS fica mais dois meses em cartaz em São Paulo. O musical que transformou a história da Broadway tem sua primeira versão com elenco brasileiro e letras em português feitas por Toquinho. No palco, estão a cantora Paula Lima, interpretando a célebre Memory, Saulo Vasconcelos (O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera, Les Misérables), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera, Les Misérables) e grande elenco
O público paulistano terá mais uma chance de conferir o segundo musical mais visto na história da Broadway: Cats, de Andrew Lloyd Webber, estica a temporada no Teatro Abril até 1º de agosto. Quem ainda não viu ou quer rever, terá chance de se encantar com as histórias dos gatos da tribo Jellicle. O espetáculo conta com patrocínio master da Bradesco Seguros e Previdência e co-patrocínio Cielo e WHISKAS
O cenário cheio de efeitos especiais, um espetáculo de luzes, a maquiagem que transforma totalmente o rosto dos atores em felinos e o figurino original, pintado à mão, seguem o padrão da Broadway para recriar a magia do beco dos gatos Jellicle na montagem original adaptada para os palcos brasileiros. No elenco, 38 artistas se revezam em mais de 10 números musicais, embalados pelas letras feitas pelo compositor Toquinho, que trazem ares de brasilidade, fazendo referências a atores nacionais, como Fernanda Montenegro e Paulo Autran, e a bairros de São Paulo, como Vila Nova Conceição e Morumbi. Mais + Cats
Por Douglas Picchetti / Arteplural Comunicação
A comédia, originalmente escrita pelo dramaturgo americano Neil Simon, tem tradução e adaptação de Gilberto Braga, direção de Celso Nunes traz no elenco ainda Luciana Carnieli, Susana Ribeiro, Rogério Freitas, Sérgio Rufino, Marcos Ácher e Paulo Coronato
Sucesso na Broadway, o espetáculo Estranho Casal, que recentemente atingiu a marca de 40 mil espectadores no Brasil, prorroga sua temporada no Teatro Renaissance até 11 de setembro de 2010. Com direção de Celso Nunes, a comédia escrita pelo dramaturgo americano Neil Simon ganha adaptação e tradução de Gilberto Braga – um dos grandes novelistas da TV brasileira. Carmo Dalla Vecchia (que está conciliando a peça com as gravações do novo seriado global, A Cura) e Edson Fieschi protagonizam a peça. Completam o elenco Luciana Carnieli, Susana Ribeiro, Rogério Freitas, Sérgio Rufino, Marcos Ácher e Paulo Coronato.
O espetáculo narra a história de dois amigos com personalidades distintas que passam a morar juntos. Após se separar da mulher, Felix (Edson Fieschi) vai à casa de Oscar (Carmo Dalla Vecchia), seu amigo também divorciado, em busca de um abrigo. O tranquilo convívio entre os dois companheiros, porém, acaba caindo na rotina, com desentendimentos iguais aos de um casal em crise.
Os atritos acontecem porque Felix é sistemático, fanático por limpeza e gosta de tudo regrado. Oscar, por sua vez, é desleixado, despreocupado e adora desfrutar de sua vida de solteiro. A diferença de personalidades causa diversas brigas hilárias que quase os levam à loucura. Acompanhando Carmo Dalla Vecchia e Edson Frieschi, no elenco também estão Bel Garcia, Susana Ribeiro (que pertencem a Cia. dos Atores, de Henrique Diaz, no Rio de Janeiro), Fernando Neves, Marcelo Varzea, Marcos Ácher e Renato Wiemer.
Sucesso no Rio de Janeiro, a peça é um clássico da comédia americana. "O texto não tem nenhum palavrão. As pessoas se divertem pela situação que é colocada em cena. Sempre tem algum Oscar ou algum Felix na plateia”, diz o ator Carmo Dalla Vecchia, protagonista ao lado de Edson Fieschi.
Estranho Casal – Odd Couple - é referência no Estados Unidos e no mundo e sua terceira temporada na Broadway contou com os atores Mathew Broderick e Natan Lane, do musical The Producers, e Uma Thurman no elenco. A comédia, que virou filme e teve três indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, tem mais de 10 milhões de espectadores pelo mundo e é vencedora de quatro prêmios Tony, o Oscar do Teatro Americano, incluindo o de melhor texto.
Texto: Neil Simon. Tradução e Adaptação: Gilberto Braga | Direção: Celso Nunes. | Elenco: Carmo Dalla Vechia, Edson Fieschi, Bel Garcia, Susana Ribeiro, Fernando Neves, Marcelo Varzea, Marcos Ácher e Renato Wiemer.
Local: Teatro Renaissance (450 lugares)
Endereço: Alameda Santos, 2233 – Jardins - Bilheteria 2189 2555
Horário(s): Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingos às 19h.
Data(s): 2 de abril a11 de setembro de 2010
Preço(s): sextas e domingos R$ 70,00 e sábados R$ 80,00.
Classificação: 12 anos | Duração: 95 minutos
Vendas pela Internet:www.compreingressos.com
Estacionamento: R$ 16,00
O Duque de Viena, cansado da corrupção e da libertinagem que correm soltas na
cidade, mas com medo de adotar medidas impopulares, resolve viajar e deixa em seu
lugar o nobre Ângelo, que tem fama de ser extremamente severo. O Duque espera que
ele aplique todas as leis necessárias para trazer de volta a moral e os bons
costumes. Para ver isso de perto, ele se disfarça como monge e acompanha todos os
atos de Ângelo, que acaba se revelando tão corrupto quanto aqueles a quem tem que
punir.
De William Shakespeare.
Tradução e adaptação de Fábio Brandi Torres.
Direção Val Pires.
Medida por Medida. Galpão do Folias (77 lugares). Rua Ana Cintra, 213 Santa Cecília. (Próximo ao metrô Santa Cecília). Informações e reservas: 11- 3361.2223
Quinta a Sábado às 21 h e domingo às 20h. Ingressos: R$ 30,00 / R$ 10,00 (para moradores da Santa Cecília). Duração: 80 min.
Classificação etária: 14 anos. Até 26 de setembro.
Espetáculo baseado nas cartas de Mariana Alcoforado para o Cavaleiro de Chamilly (obra-prima do Barroco Português) No século XVII, em Portugal, uma jovem freira se apaixona desesperadamente por um cavaleiro francês. Em vão ela desafia a família, a honra e a religião. Da história desse amor não correspondido restaram cinco cartas que são agora recriadas no teatro. Com Jamil Dias, Kelle Caron, Liza Caetano, Mariana Marinho e Tetê Cruz. CARTAS PORTUGUESAS. Teatro Recriarte. Rua Fradique Coutinho, 994 - Vila Madalena. Ingressos: R$ 10,00. Sábados, às 20h e domingos, às 18 h. De 17 de julho a 15 de agosto.
Texto e direção de Alberto Santos. Espetáculo criado a partir das pesquisas da Cia NPC-Artes, inspirado no Teatro de Tadeusz Kantor. Demonstrativo para Simples Conferência Personagens ambíguos, interrompidos por fragmentos de memória, e objetos que perderam sua função no mundo aparente, constroem o espetáculo em uma composição de cenas desconexas e desarticuladas. Talvez não interpretem nenhum drama e mesmo que estejam tentando criar algo, não é muito importante diante do que está sendo apresentado. Lembramos então, do grande vazio e da fronteira além do abismo, que está lá, olhando para nós. Direção de Alberto Santos. Elenco: Davi Assis, Deborah Furquim, Edimilson Alves, Juliana Terra, Marcio Campos. A SORTE DO PERSONAGEM. NPC-ARTES (60 lugares) - Espaço Cultural. Av. Lins de Vasconcelos, 875, Cambuci. Sábados às 21h e domingos às 20h. R$ 40,00. 07 de agosto de 2010 a 20 de novembro de 2010. (Desconto de 50% para reservas por telefone, terceira idade, estudantes e classe teatral). Não possui acesso a deficientes. Informações: www.npc-artes.com.br | http://npc-artes.blog.uol.com.br | (011)2533 7399 - (011)9717-9696. Estacionamento conveniado. D.I.P.E PARK - Estacionamento. Av. Lins de Vasconcelos, 1042 - Aclimação-Cambuci.
Início dos anos 70. A televisão ganha um novo fôlego com a consagração das telenovelas brasileiras. Novos autores e atores buscam estabilização profissional através deste espaço. A censura do governo militar detona tudo e à todos. As telenovelas levam para dentro das casas uma falsa realidade, alienante, enganadora. As conversas, nos lares, nas ruas, já não falam mais da sorte das próprias vidas das pessoas, mas sim, da sorte dos personagens das novelas. O destino da heroína aponta para uma tragédia, os espectadores em casa sofrem junto a ela, apesar de saberem que ela se casará com o galã no último capítulo. O público, pela telinha, acompanha assiduamente os desdobramentos da história e interfere na sorte dos personagens. Se a interpretação da atriz coadjuvante agradar a audiência, seu papel crescerá, ela sairá nas capas das revistas e será cotada para ser a protagonista da próxima novela, mas, se não agradar, a personagem morrerá ou viajará para um país distante para nunca mais voltar. E a atriz, desempregada, marcará algumas sessões no analista. Os conflitos, profissionais e amorosos, de uma equipe de novela e as possíveis relações com o mundo real, compõem a base de A Sorte do Personagem, a comédia de maior sucesso de público do Grupo Cafonas & Bokomokos. DEMONSTRATIVO PARA SIMPLES CONFERÊNCIA. Teatro Plínio Marcos (100 lugares). Shopping Pompéia Nobre Rua Clélia, 33, 2º piso, Pompéia. Info: 3864-3129. Bilheteria abre às 15h. Sábados, às 20h. 07 de agosto a 11 de setembro. Ingressos: R$20,00(inteira) e R$10,00(estudantes, idosos, e professores da rede pública). Aceita Cheque / Não aceita cartões de crédito / O teatro possui ar condicionado. Outras informações com Marcos Garbelini: (11) 8102-1702 - marcos.belini@terra.com.br ou ainda pelo site www.cafonas.com.br. Festa de aniversário de 10 anos do Grupo de Teatro Cafonas & Bokomokos Sábado, dia 31 de julho de 2010. A partir das 22h30. Galpão 16, Rua Fradique Coutinho, 1416,Vila Madalena.