Teatro São Paulo

TEATRO - SÃO PAULO

A Vida que Eu Pedi, Adeus

Com Aílton Graça e Vera Mancini, comédia A Vida que eu Pedi, Adeus reestreia no Gazeta

Foto: João Caldas

Roteiro de Teatro São Paulo

Por Assessoria de Imprensa - Arteplural Comunicação

Com Aílton Graça e Vera Mancini, comédia
A Vida que eu Pedi, Adeus reestreia no Gazeta

13 de maio a 14 de agosto de 2011

De Sérgio Roveri, a peça A Vida que Eu Pedi, Adeus volta em cartaz dia 13 de maio, no Teatro Gazeta. Primeira direção no teatro de Eliane Caffé, peça - que já foi vista por mais de 20 mil espectadores - tem cenografia de Vera Hamburger e figurinos de Cris Camargo

Depois de temporada de sucesso no ano passado e de turnê por cidades do Interior de São Paulo, contabilizando mais de 20 mil espectadores, a comédia A Vida que eu Pedi, Adeus volta em cartaz, desta vez no Teatro Gazeta, a partir de 13 de maio. Com texto de Sérgio Roveri (Prêmio Shell 2007 de Melhor Autor, com a peça Abre as Asas Sobre Nós, e Prêmio Funarte de Dramaturgia por Andaime), o espetáculo traz Aílton Graça, Vera Mancini, Antoniela Canto e Paulo Américo no elenco. As apresentações acontecem às sextas-feiras, às 21h, sábados às 20h e domingos às 18h. O espetáculo marca a estreia da cineasta Eliane Caffé, premiada pelos filmes Kenoma e Narradores de Javé, na direção teatral.

O que pode fazer um casal de pouco mais de 50 anos, desempregado e sem um gato para puxar pelo rabo? Se virar, claro! E é isso o que fazem Eurides (Vera Mancini) e seu marido, Armando (Aílton Graça). Mas com muito "profissionalismo", afinal essa é a alma do negócio.

Como nas horas de crise o que conta mesmo é a criatividade, Eurides e Armando diversificaram os negócios e entraram em vários ramos de atividade. Seus representantes comerciais são muito versáteis: uns vendem balas, outros fazem malabarismo com bolinhas e tem até engolidor de fogo. Tudo estrategicamente planejado: num ponto de venda amplo, bem-ventilado, com grande visibilidade e muito movimento. Na verdade, o melhor ponto de venda da cidade: os faróis de trânsito.

Sempre otimista, o fracassado Armando tem coração mole e está muito empenhado em aprender inglês. Por isso, atormenta a mulher ouvindo a fita de um curso à distância e repetindo as palavras. Já Eurides tem uma visão mais empresarial da vida. Ela avalia objetivamente o perfil de seus funcionários, como o da menina Doralice, que chegou naquela idade difícil. Está pequena demais para limpar o vidro do carro e grande demais para ficar só pedindo dinheiro.

E como a concorrência está dura, o casal aproveita qualquer chance de fazer um dinheirinho extra. Assim, quando avistam a faixa que uma senhorinha pôs na praça, oferecendo uma recompensa a quem achar sua cadela de estimação que sumiu, decidem tirar vantagem da situação. Quando já estão com a cachorrinha e prontos para dar o golpe, a inesperada visita de Mariana (Antoniela Canto), neta da dona do animal, complica as coisas.

Mariana é arquiteta e trabalha na Prefeitura. Enquanto tenta convencer Armando a mostrar-lhe a cadela - que ele alega pertencer ao casal -, conta a Eurides que a Prefeitura vai canalizar o fétido córrego que passa por ali e fazer uma via expressa, praticamente extinguindo os faróis da região. E, por tabela, o ganha-pão do casal.

O projeto deixa Eurides de cabelo em pé e bastante preocupada, mas não só com o futuro dos negócios. "Imagine como vai ficar a cabeça dessas crianças. Com 5 ou 6 anos e já enfrentando a primeira demissão em massa na vida delas...", filosofa a personagem.

A peça

O autor Sérgio Roveri conta que escreveu a peça a partir da observação do cotidiano. O texto fala dessas milhares de pessoas que estamos acostumados a ver todos os dias tentando ganhar a vida nas ruas das grandes cidades, como verdadeiros equilibristas e acrobatas nos semáforos: vendem de tudo e sempre aprendem novas técnicas para atrair a atenção dos motoristas. “Esta é uma peça que, ao mesmo tempo em que está sendo apresentada nos palcos, está ocorrendo também nas esquinas da cidade”, brinca o autor.

Acostumado a tratar de assuntos do cotidiano como na peça Andaime montada em 2007, Roveri optou por escrever uma comédia, apesar de o texto ter um tom de denúncia. “Ver crianças que mal alcançam o vidro dos carros com caixinha de balas e chicletes é uma imagem triste, que mostra o quanto nosso cotidiano é cruel.” A peça toca em vários assuntos que podem ser reconhecidos imediatamente pelo público.

Texto: Sérgio Roveri. Direção: Eliane Caffé.
Elenco: Ailton Graça, Vera Mancini, Paulo Américo e Antoniela Canto.

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Serviço:

A Vida que eu Pedi, Adeus - Comédia
Teatro Gazeta (640 lugares)
Endereço: Av. Paulista, 900 – Térreo
Horário: Sexta às 21h, Sábado às 20h e Domingo às 18h.
Ingressos: sexta e domingo: R$ 60,00
sábado: R$ 70,00; 50% estudantes, aposentados e idosos.
Classificação: 12 anos. Duração:  80 minutos.
Data(s): 13 de maio a 14 de agosto de 2011
Bilheteria: tel.  (11) 3253-4102. Terça a quinta, das 14h às 20h; sexta e  sábado, das 14h às 22h e domingo, das 14h às 20h.
Estacionamento: convênio com MultiPark (Rua São Carlos do Pinhal, 303 - subsolo do teatro. de Sexta-feira a Domingo, R$ 12,00 - Até 3 horas ou Av. Paulista, 867 (com selo do Teatro) de  Sexta-feira a Domingo. R$ 12,00 - Até 3 horas.
Site www.teatrogazeta.com.br