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TEATRO - RIO DE JANEIRO

Thérèse Raquin

Thérèse Raquin - Glaucia Rodrigues e Lucci Ferreira - Foto: Guga Melgar

Foto: Guga Melgar

Roteiro de teatro Rio de Janeiro

Por Ana Gaio

Cia Limite 151 comemora 20 anos com montagem
de Thérèse Raquin de Émile Zola dirigida por João Fonseca

15 de setembro a 30 de outubro de 2011 - Casa de Cultura Laura Alvim

A Cia Limite 151 escolheu uma das principais obras da dramaturgia universal para comemorar os 20 anos de fundação. Thérèse Raquin, de Émile Zola, que estreia dia 15 de setembro na Casa de Cultura Laura Alvim, com direção de João Fonseca, tem no elenco os atores Gláucia Rodrigues, Lucci Ferreira, Edmundo Lippi, Janaína Prado, Rodolfo Mesquita e os atores convidados Suzana Faíni e Rogério Fróes

Na França do século 19, Thérèse Raquin é uma história de adultério, vingança e assassinato, baseada em livro de Émile Zola. Thérèse é casada com o fraco e mais velho Camille. As coisas se complicam quando um amigo mais jovem de Camille reaparece do passado para morar com o casal. Thérèse logo se interessa por Laurent, com quem passa a manter um caso extraconjugal. Vendo em Camille o único obstáculo para o amor, os dois resolvem matá-lo, mas eles não contavam com a aparição de seu fantasma, que passa a atormentar seus assassinos.

Considerada hoje uma das mais importantes obras do naturalismo francês, Thérèse Raquin foi recebida com um escândalo no momento de sua publicação em 1867. Mas tamanha polêmica acabou sendo positivo para a carreira de Zola que, apesar de já ter publicado cinco romances antes, viu Thérèse Raquin se tornar a primeira grande obra de sua carreira. Montada apenas uma vez no Brasil, em 1948, com direção de Ruggero Jacobbi e protagonizada por Maria Della Costa, a peça de Émile Zola marca o início do naturalismo no qual o autor discute a necessidade de se produzir um estudo profundo da alma humana, fazendo uma cópia exata e minuciosa da vida, sem pudores ou disfarces moralistas. “É uma peça diferente, que teve poucas montagens brasileiras, nenhuma delas no Rio, e que considero uma ousadia da Limite montar. Uma peça que foi um escândalo na época, e que praticamente fundou o naturalismo no teatro. Zola tinha na cabeça que no teatro estava tudo muito falso, muito romanceado, e por isso Thérèse Raquin tem uma dureza, uma crueza que até hoje em dia funciona. O autor questiona até que ponto o ser humano pode chegar, até que ponto ele é conseqüência do meio em que vive e o que o leva a chegar a extremos. Ao mesmo tempo, o espetáculo tem um humor negro muito grande. O público acaba se divertindo com a maldade dos protagonistas e com o fato de que as pessoas em volta não percebem nada”, conta João Fonseca. Feliz com o quinto trabalho que realiza nesta temporada, o diretor faz questão de frisar que “é uma honra ter sido convidado para dirigir uma peça de comemoração de 20 anos de uma Cia tão importante quanto a Limite 151”.

No papel de Thérèse Raquin, a atriz Gláucia Rodrigues espera repetir o sucesso de outra montagem da Cia, O Santo e A Porca, de Ariano Suassuna, também com direção de João Fonseca, que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Shell. “Eu acho que o personagem é bom seja ele cômico ou trágico. Eu me entrego. Nunca fiz um personagem naturalista como Thérèse. O mais perto que cheguei foi em A Moratória de Jorge de Andrade. É muito difícil, mas é desafiador. E o João tem sido importantíssimo pra me ajudar a entender essa mulher. É um diretor maravilhoso e a gente vê isso na carreira dele. Mistério, musical, comédia... não tem texto que ele não desenvolva um trabalho brilhante”, garante a atriz que festeja os 20 anos da Cia criada por ela, o ator Edmundo Lippi e o compositor e diretor musical Wagner Campos em 1991. “A gente está comemorando 20 anos da Cia num momento muito especial, de reconhecimento, de conseguir patrocínio, de montagens de sucesso como O Santo e A Porca, de Ariano Suassuna, As Eruditas de Molière, e Vicente Celestino - A Voz Orgulho do Brasil, entre outras. Um reconhecimento que me possibilita estar no palco e não precisar procurar outros empregos, porque meu lugar é o teatro. Nesses anos todos tivemos altos e baixos, mas chegamos aos 20 anos de Cia numa fase muito boa e espero que ela dure por um bom tempo”.

Serviço:
Texto: Emile Zola | Tradução: Clara Carvalho | Direção: João Fonseca
Elenco: Gláucia Rodrigues, Lucci Ferreira, Edmundo Lippi, Janaína Prado, Rodolfo Mesquita. Atores convidados: Suzana Faíni e Rogério Fróes.

Local: Casa de Cultura Laura Alvim - Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema. Tel. 2332-2015
Horário: de quinta a sábado, às 21h; domingo, às 20h
Preço: quinta e sexta R$ 30,00 | sábado e domingo R$ 40,00
Classificação etária: 14 anos
Lotação do teatro: 245 lugares
Duração do espetáculo: 100 minutos
Antecipadas: na bilheteria da Casa de Cultura Laura Alvim - 16 h às 21h. Internet: www.ingresso.com
Temporada: 15 de setembro a 30 de outubro de 2011
Ensaios abertos dias 8, 9, 10 e 11 de setembro - preço: R$ 10,00


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