Teatro Rio

TEATRO RIO DE JANEIRO

TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS

Tomo suas mãos nas minhas

Foto: Guga Melgar

Teatro Leblon – Sala Tônia Carrero

TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS

Com Roberto Bomtempo e Miriam Freeland

Até 11 de abril de 2010

Por Target Assessoria de Comunicação

"Tomo suas mãos nas minhas" conta um pouco a história de amor entre Anton Tchekhov e Olga Knípper. O texto, da dramaturga norte-americana Carol Rocamora - reconhecida como uma das melhores tradutoras da obra de Tchekhov para o inglês, é baseado na correspondência amorosa dos dois: ela, uma jovem atriz iniciante; ele, um escritor renomado mais velho e já doente de tuberculose. O casal se conhece em uma leitura de "A Gaivota" no Teatro de Arte de Moscou. Devido ao clima gélido daquela cidade, Tchekhov passava uma boa parte do ano em Ialta, longe de Olga, que precisava permanecer em Moscou por conta dos seus compromissos com o teatro. Esta situação gerou uma intensa troca de correspondência entre os dois, ao todo foram mais de 400 cartas durante o período de seis anos. Um texto belíssimo, comovente e autêntico sobre o amor.

O texto, inédito no Brasil, está sob a direção de Leila Hipólito, que tem no currículo o roteiro e direção de diversas produções para o cinema e TV, entre eles, o longa As alegres comadres e o curta Decisão que lhe rendeu 4 Kikitos no Festival de Gramado em 1997.  

"Pretendemos com esse espetáculo mostrar uma faceta da vida de um dos maiores dramaturgos da história do teatro. Essa obra possui várias camadas de compreensão podendo ser interpretada tanto como uma história de amor, passando pelo processo de angústia e criação do autor, como um revival dos ensaios e representações do Teatro de Arte de Moscou, fundado e dirigido por Constantin Stanislavski e Vladimir Dantchenko, figuras mitológicas da dramaturgia mundial”, explica Leila Hipólito.

Contemplada com o patrocínio da Eletrobras e estrelada pelo casal de atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo, a encenação de “Tomo suas mãos nas minhas” marca também a celebração pelos 25 anos de carreira de Bomtempo. “Estou vivendo um momento muito especial: a alegria de comemorar 25 anos de trabalho e o desafio de interpretar um personagem com o qual me identifico completamente. É um privilégio personificar Tchekhov, que era querido, digno e ético”.

Um texto consagrado que contém a essencialidade das verdadeiras obras de teatro
Esse espetáculo já foi encenado com grande sucesso em capitais européias, como Londres, Paris, Madrid e Roma e cidades americanas, como Nova York e Boston. Peter Brook, um dos grandes criadores teatrais da atualidade, dirigiu o espetáculo no ano de 2004 em Paris. Ao ser entrevistado na época da concepção da encenação, Peter Brook declarou sobre o texto: “Tchekhov descreve o retrato de indivíduos e de uma sociedade em constante mudança, ele é o dramaturgo do movimento da vida, simultaneamente alegre e séria, ingênua e amarga. Tchekhov é um observador infinitamente preciso da comédia humana”.  

Ilka Marinho Zanotto – que foi crítica de teatro do “O Estado de S. Paulo” durante 25 anos é ensaísta e prefaciadora – escreveu sobre a relevância da montagem: “Por que encenar no Brasil a peça de Carol Rocamora? Por todos os motivos: porque a peça é belíssima, comovente, medularmente autêntica, escrita com a essencialidade das verdadeiras obras de teatro tendo como handicap maior o ter se originado de missivas que revelam o segredo mais íntimo de duas criaturas extraordinárias: o amor sem adjetivos que selou o ocaso da vida do autor e que acompanhou a atriz por toda a longa existência de quase um século...”

“...Rocamora soube costurar as cartas às anotações biográficas colhidas em dezenas de obras sobre  Tchekhov , realizando um afresco fascinante com o selo da originalidade da fonte... A empatia dos textos checovianos com nosso público se dá também devido a uma afinidade recíproca; já em 1967 era tema de estudos na USP essa similitude das sensibilidades russa e brasileira a partir de um cotejamento entre a obra de Guimarães Rosa e a literatura russa. Last but not least, Tomo suas mãos nas minhas, é texto que presenteia seus eventuais intérpretes com papéis à altura dos mais fascinantes da dramaturgia universal” finaliza a crítica.

Sinopse
Anton Tchekhov conhece Olga Knipper, ensaiando sua peça A Gaivota.  A atriz, jovem e talentosa o atrai imediatamente e acrescenta a esta admiração uma intensa paixão. 
Entretanto, Tchekhov é tuberculoso, o que o obriga a morar afastado de Moscou, onde Olga trabalha arduamente no Teatro de Arte de Moscou. O sentimento amoroso e a admiração mútua são alimentados por algumas estadias juntos e por belíssimas cartas que são a base da peça.

Esta intensa correspondência trocada pelos dois personagens começa contando o primeiro encontro de Olga e Tchekhov em Moscou e continua com o aprofundamento da relação: o enamoramento inicial; a vida de amantes; o amor mútuo que cresce apesar da dificuldade de relacionamento entre a família de Tchekhov e Olga; o pedido de casamento de Olga e a aceitação por Tchekhov até então um galanteador convicto. E a partir do casamento acontecem os diversos e belos momentos amorosos deste casal.  Olga estimula Tchekhov a escrever suas novas peças, As Três Irmãs e O Jardim Das Cerejeiras. Deduz-se que Olga foi a mola propulsora que impeliu Tchekhov  a escrever essas duas peças magistrais , e foi a nova visão que Nemirovich e Stanislavsky dão a suas quatro obras primas no recém formado Teatro de Arte de Moscou é que as fazem ter o sucesso retumbante que alcançaram na Rússia nos últimos anos do século XIX.

Esta dramaturgia de Tchekhov é permeada por momentos alegres e difíceis, entre a atriz e o autor.  Tanto Olga continua com dificuldade de se relacionar com a família de Tchekhov – especialmente com sua irmã, Masha, quanto o avanço da doença deste impõe longos períodos de afastamento entre os dois.  Em paralelo a cumplicidade e o amor dos dois que aumenta com o tempo. É em um momento de perfeita harmonia entre os dois que Tchekhov diz adeus a vida, ao lado da amada Olga, seis anos após se conhecerem.

Equipe Técnica e Artística

Dramaturga: Carol Rocamora | Tradução, Adaptação e Direção: Leila Hipolito | Elenco: Roberto Bomtempo e Miriam Freeland | Consultora Artística: Ilka Marinho Zanotto | Cenários: Fernando Mello da Costa | Figurinos: Kika Lopes | Iluminação: Maneco Quinderé | Trilha Sonora: Alexandre Pereira | Produtora Executiva: Dadá Maia | Gerente do Projeto: Vittoria Z Duailibi | Realização: Conexão Cinema e Produções Artísticas LTDA

Serviço:
Tomo suas mãos nas minhas
Sinopse: A história de amor do dramaturgo russo Anton Tchekhov e da atriz Olga Knipper contada pelas cartas trocadas pelo casal.
Dramaturgia: Carol Rocamora
Tradução, Adaptação e Direção: Leila Hipolito
Com: Roberto Bomtempo e Miriam Freeland
Estreia 15 de janeiro
Temporada: 15 de janeiro a11 de abril de 2010
Teatro Leblon - sala Tônia Carrero - Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon
Horários: sexta e sábado 21h e Domingo 20h
Duração: 80 minutos | Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 201 lugares
Contato: 2529-7700
Ingressos: sexta e domingo R$ 50,00 e sábados R$ 60,00
Gênero: Drama

Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Hayla Leite | Marcela Prior
Target Assessoria de Comunicação
Tels: (21) 2284 2475 | 2234 9621 | 8158 9692 | 8158 9715
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